Leishmaniose visceral canina causada por Leishmania (L.) infantum chagasi na Amazônia brasileira: comparação da densidade parasitária da pele, linfonodo e vísceras entre cães soropositivos, sintomáticos e assintomáticos

Autores

  • Luciana Vieira R. Lima Instituto Evandro Chagas; Departamento de Parasitologia
  • Liliane Almeida Carneiro Instituto Evandro Chagas; Departamento de Parasitologia
  • Marliane Batista Campos Instituto Evandro Chagas; Departamento de Parasitologia
  • Eujênia Janis Chagas Secretaria de Saúde do Município de Barcarena; Departamento de Saúde Pública
  • Márcia D. Laurenti Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Departamento de Patologia
  • Carlos E.P. Corbett Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Departamento de Patologia
  • Ralph Lainson Instituto Evandro Chagas; Departamento de Parasitologia
  • Fernando Tobias Silveira Universidade Federal do Pará; Núcleo de Medicina Tropical

Palavras-chave:

Canine visceral leishmaniasis, Leishmania (L.) infantum chagasi, Symptomatic and asymptomatic dogs, Parasite density, Amazonian Brazil

Resumo

A leishmaniose visceral canina (LVC) é reconhecida pelas características clínicas da doença e é altamente letal. A infecção, entretanto, pode ser totalmente assintomática em alguns cães soropositivos, o que tem levantado questão polêmica sobre a possibilidade desses animais, serem ou não uma fonte importante da infecção para o flebotomíneo, Lutzomyia longipalpis, o principal vetor da leishmaniose visceral americana (LVA). Neste estudo foram examinados 51 cães com LVC aguda, provenientes de área endêmica de LVA no Estado do Pará, Brasil, e a carga parasitária, formas amastigotas de Leishmania (L.) infantum chagasi, na pele, linfonodo poplíteo e vísceras (fígado e baço) foi comparada com a de nove cães assintomáticos soropositivos (IFAT-IgG). Fragmentos de biópsia desses tecidos obtidos post-mortem foram processados para análise através de imunohistoquímica, usando um anticorpo policlonal contra Leishmania sp. Os testes do Qui-quadrado (X²) e Mann Whitney foram usados para avaliar as médias da densidade de macrófagos infectados (p < 0,05). Os resultados mostraram que não houve diferença (p > 0,05) na densidade de macrófagos infectados da pele (10,7/mm² x 15,5/mm²) e do linfonodo (6,3/mm² x 8,3/mm²) entre cães assintomáticos e sintomáticos. Entretanto, a densidade de macrófagos infectados da víscera de cães sintomáticos (5,3/mm²) foi maior (p < 0,05) que a de cães assintomáticos (1,4/mm²). Estes resultados sugerem, fortemente, que cães naturalmente infectados por L. (L.) i. chagasi, assintomáticos ou sintomáticos, podem servir como fonte de infecção, principalmente, considerando-se que a densidade de macrófagos infectados da pele (10,7/mm² x 15,5/mm²), local onde o flebotomíneo vetor Lu. longipalpis realiza a hematofagia, foi maior (p < 0,05) que as do linfonodo (6,3/mm² x 8.3/mm²) e vísceras (1,4/mm²x 5,3/mm²).

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Publicado

2010-10-01

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Como Citar

Lima, L. V. R., Carneiro, L. A., Campos, M. B., Chagas, E. J., Laurenti, M. D., Corbett, C. E., Lainson, R., & Silveira, F. T. (2010). Leishmaniose visceral canina causada por Leishmania (L.) infantum chagasi na Amazônia brasileira: comparação da densidade parasitária da pele, linfonodo e vísceras entre cães soropositivos, sintomáticos e assintomáticos . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 52(5), 259-266. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/31348