Atividade dissacaridásica intestinal da esquistossomose mansônica: estudo evolutivo em camundongos com diferentes cargas de infestação

Autores

  • M. G. A. Sadek Escola Paulista de Medicina
  • D. R. Borges Escola Paulista de Medicina
  • S. J. Miszputen Escola Paulista de Medicina

Resumo

A esquistossomose mansônica compromete vários órgãos, sendo o intestino e o fígado os mais agredidos. Com a intenção de verificar o comprometimento do intestino delgado, dependente da intensidade e do tempo de infecção pelo Schistosoma mansoni, analisou-se a atividade das dissacaridases lactase, sacarase e maltase em 112 camundongos, distribuídos em 3 grupos: grupo I controle, grupo II infestado com 30 cercárias, grupo III infestado com 60 cercárias. Observamos uma diminuição da atividade lactásica, sacarásica e maltásica do intestino delgado, decorrente da infestação esquistossomdtica, do tempo de infestação e da alteração entre ambos. O íleo é o segmento que demonstrou maior sensibilidade a esquistossomose, tendo uma diminuição das suas dissacaridases a partir da fase inicial de infestação. Opostamente, o jejuno só mais tardiamente mostra essas alterações, exceto em relação a lactase. Detectou-se um aumento da atividade dissacaridásica, inclusive para a lactase, em todos os grupos, com a evolução etária dos animais, quantitativamente menor nos infestados. Cargas de 30 e 60 cercárias devem ser consideradas de mesmo porte, pois produziram ledução semelhante na atividade dissacaridásica.

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Referências

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Publicado

1986-04-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Sadek, M. G. A., Borges, D. R., & Miszputen, S. J. (1986). Atividade dissacaridásica intestinal da esquistossomose mansônica: estudo evolutivo em camundongos com diferentes cargas de infestação . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 28(2), 67-73. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/87466