Histopatologia da leishmaniose tegumentar por Leishmania braziliensis braziliensis: 1. Padrões histopatológicos e estudo evolutivo das lesões

Autores

  • Albino Verbosa de Magalhães Universidade de Brasília; Departamento de Medicina Complementar; Laboratório de Patologia
  • Mario A. P. Moraes Universidade de Brasília; Departamento de Medicina Complementar; Laboratório de Patologia
  • Alberto N. Raick Universidade de Brasília; Departamento de Medicina Complementar; Laboratório de Patologia
  • Alejandro Llanos-Cuentas Universidade de Brasília image/svg+xml
  • Jackson M. L. Costa Universidade de Brasília image/svg+xml
  • Cesar C. Cuba Universidade de Brasília image/svg+xml
  • Philip D. Marsden Universidade de Brasília image/svg+xml

Resumo

Os autores analisam material de biópsias de 378 casos de Leishmaniose Tegumentar, causada por Leishmania braziliensis braziliensis, da localidade endêmica de Três Braços (Estado da Bahia). O parásitos, embora escassos, foram encontrados em 63,7% dos casos da forma cutânea e em 37,5% dos casos da forma mucosa. As alterações dérmicas ou do córion da mucosa permitiram identificar cinco padrões histopatológicos: 1) Reação Exsudativa Celular, constituída por um infiltrado histiolinfoplasmocitário; 2) Reação Exsudativa e Necrótica, na qual ocorre uma necrose no seio do infiltrado inflamatório; 3) Reação Exsudativa e Necrótico-Granulomatosa, que corresponde ao quadro descrito como inflamação crônica granulomatosa com necrose; 4) Reação Exsudativa e Granulomatosa, onde se observa uma reação granulomatosa desorganizada, sem que esteja presente necrose tecidual; 5) Reação Exsudativa e Tuberculóide, caracterizada pelo granuloma tuberculóide. O estudo evolutivo realizado em 49 casos, mostrou que houve uma mudança de padrão histopatológico observada, em biópsias sucessivas, em 63,2% dos casos da forma cutânea e em 45,4% dos casos da forma mucosa. Através desse estudo, é possível afirmar-se que o padrão de Reação Exsudativa Celular constitui o quadro inicial e final da lesão, com os demais padrões aparecendo interposto durante a evolução da doença.

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Referências

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Publicado

1986-08-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Magalhães, A. V. de, Moraes, M. A. P., Raick, A. N., Llanos-Cuentas, A., Costa, J. M. L., Cuba, C. C., & Marsden, P. D. (1986). Histopatologia da leishmaniose tegumentar por Leishmania braziliensis braziliensis: 1. Padrões histopatológicos e estudo evolutivo das lesões . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 28(4), 253-262. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/87497