Empreendedorismo de negócios em estabelecimentos assistenciais de enfermagem no Brasil: um estudo ecológico
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7657.4585Palavras-chave:
Empreendedorismo; Serviços de Enfermagem; Mercado de Trabalho; Prática Privada de Enfermagem; Autonomia Profissional; Acesso e Cobertura Universal de SaúdeResumo
Objetivo: caracterizar e descrever a distribuição espacial e temporal dos estabelecimentos assistenciais de enfermagem no Brasil segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. Método: estudo ecológico, utilizando dados secundários do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, agregados por ano, estado e região. As variáveis extraídas foram: ano de cadastro, sexo do enfermeiro gerente ou administrador, número de enfermeiros por estabelecimento, tipo de estabelecimento, atividade principal, nível de atenção, natureza jurídica e convênio. Realizou-se estatística descritiva e análise temporal no programa Jointpoint. Resultados: entre 2003 e 2023, foram encontrados 340 estabelecimentos de enfermagem com cadastro ativo. As regiões Sul e Sudeste concentraram a maior parte dos estabelecimentos. Houve predomínio de consultórios, clínicas especializadas e serviços de atenção domiciliar. A análise temporal indicou que, entre 2003 e 2021, houve um crescimento anual de 30,07% (p= 0,00). Considerando o período total (2003-2023), houve um crescimento anual de 25,01%, indicando tendência crescente dos empreendimentos ao longo dos anos. Conclusão: a formalização e o registro refletem a profissionalização da gestão em enfermagem. Observa-se um crescimento nos cadastros após a publicação de resoluções do Conselho Federal de Enfermagem que apoiam a prática autônoma e/ou liberal.
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