Famílias sobreviventes: a experiência de perder um de seus membros por suicídio
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7676.4615Palavras-chave:
Família; Suicídio Consumado; Resiliência Psicológica; Atenção Primária à Saúde; Enfermagem Familiar; Saúde da FamíliaResumo
Objetivo: identificar os processos interacionais que permitem às famílias sobreviventes enfrentarem a morte por suicídio de um de seus membros, se reestruturarem como unidade e transformarem a experiência em aprendizado. Método: estudo qualitativo, exploratório, orientado pelo conceito de Resiliência Familiar, no qual participaram oito famílias, que vivenciaram o suicídio de um de seus membros. A coleta de dados foi conduzida por meio de entrevistas semiestruturadas e os dados foram submetidos à análise temática. Resultados: apresentados em quatro núcleos temáticos, mostram as reações de pesar, desespero e perplexidade dos familiares que não conseguem entender as razões para um ato tão radical; os sentimentos de dor pela perda, sobrepostos com raiva, alívio e culpa, este último partilhado com outras pessoas e os serviços sociais e de saúde; e os ensinamentos que a experiência propicia. Conclusão: os enfermeiros e demais profissionais da saúde podem auxiliar as famílias sobreviventes a se reestruturarem após o suicídio de um de seus membros com ações de cuidado planejadas a partir de avaliações repetidas da repercussão do suicídio na família na totalidade e sobre seus membros individualmente; da identificação das dimensões da vida familiar mais comprometidas; das necessidades individuais e familiares; e dos processos de resiliência familiar.
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