Fatores relacionados ao absenteísmo-doença entre profissionais de enfermagem brasileiros antes, durante e após a pandemia
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7696.4624Palavras-chave:
Absenteísmo; Saúde do Trabalhador; Enfermagem; COVID-19; Pandemias; Gestão de Recursos HumanosResumo
Objetivo: identificar os fatores relacionados ao absenteísmo-doença de profissionais de Enfermagem brasileiros antes, durante e após a pandemia da COVID-19. Método: estudo transversal com profissionais de Enfermagem de internação clínica, cirúrgica, centro de tratamento intensivo e emergência adulta, com afastamentos entre 2019-2022. Avaliaram-se as variáveis sociodemográficas, laborais e de afastamento. Análise estatística descritiva, cálculo de taxa de absenteísmo e Regressão de Poisson com variância robusta, considerando p≤0,05. Resultados: amostra de 839 profissionais, com 7.375 afastamentos. Absenteísmo-doença levou a uma média de 54,1±2,5 dias perdidos (p<0,001) e a profissionais com 41 anos ou menos (31,8%; p=0,003). Setores terapia intensiva (31,3%) e internação clínica (27,5%) apresentaram mais afastamentos. Maior taxa de absenteísmo (9,9%) em julho/2020. O risco de adoecimento esteve relacionado ao sexo masculino (p≤0,001) e terapia intensiva (p=0,007) no 1º período; solteiros (p=0,002) e técnicos de Enfermagem (p=0,022) no 2º período; e terapia intensiva (p=0,003) e técnicos de Enfermagem (p≤0,001) no 3º período. Conclusão: após o fim da pandemia, as taxas de absenteísmo não retornaram aos parâmetros pré-pandemia. COVID-19 e doenças osteomusculares foram mais prevalentes. Foi possível investigar os fatores relacionados ao absenteísmo.
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