Tendência da mortalidade por acidentes de transporte terrestre em crianças brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2025.225130Palavras-chave:
Mortalidade, Criança, Acidentes de trânsito, Estudos de séries temporaisResumo
Objetivo: Analisar a tendência da mortalidade por acidentes de transporte terrestre (ATT) em crianças brasileiras menores de 10 anos de idade, de 2000 a 2021. Método: Estudo ecológico, de série temporal, da mortalidade por acidente de transporte terrestre (ATT) em menores de dez anos no Brasil e macrorregiões. O coeficiente de mortalidade por ATT foi calculado utilizando-se o número de óbitos por município de residência e a população de crianças residentes em cada ano. O coeficiente de mortalidade padronizado foi calculado por faixa etária: < 1, 1 a 4, 5 a 9. Para a avaliação da tendência temporal, utilizou-se a regressão Prais-Winsten. As análises estatísticas foram realizadas no programa Stata 16.0. Resultados: Os acidentes com automóveis foram os maiores responsáveis pelos ATT. Verificou-se redução na mortalidade por ATT nas crianças brasileiras menores de dez anos após a implantação da “Lei da Cadeirinha”. Houve tendência significativa de redução nos coeficientes padronizados de mortalidade no Brasil e nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. A mortalidade padronizada por ATT foi menor nos menores de um ano e maior nas crianças de cinco a nove anos em todas as regiões e no Brasil. Conclusão: Os achados apontam para a necessidade de intensificar a fiscalização do uso dos dispositivos de retenção para crianças menores de dez anos de idade, que demonstram sua eficácia na prevenção das mortes e de ferimentos graves entre os usuários de automóveis, desde que usados de forma constante e correta.
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