Ambiente alimentar no Brasil: desertos e pântanos em grandes cidades urbanas

Autores

  • Giovani William Gianetti Universidade de São Paulo image/svg+xml
  • Mariana Giannotti Universidade de São Paulo image/svg+xml
  • Gabriel Caldeira Centro de Estudos da Metrópole. São Paulo, SP, Brasil
  • Naila Takahashi Universidade de São Paulo image/svg+xml
  • Cláudia Roberta Bocca Santos Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Brasília, DF, Brasil
  • Ariene Silva do Carmo Universidade Federal de Ouro Preto image/svg+xml
  • Rodrigo Fernando Maule Universidade de São Paulo image/svg+xml
  • Gisele Ane Bortolini Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Brasília, DF, Brasil
  • Ronaldo Torres Universidade de São Paulo image/svg+xml
  • Rogério de S. Nóia-Júnior Universidade de São Paulo image/svg+xml
  • Bruna Pitasi Arguelhes Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Brasília, DF, Brasil
  • Patrícia Chaves Gentil Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Brasília, DF, Brasil
  • Lilian Rahal dos Santos Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Brasília, DF, Brasil
  • Márcia Muchagata Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Brasília, DF, Brasil
  • Sergio Paganini Martins Universidade de São Paulo image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2026060007379

Palavras-chave:

Ambiente Alimentar, Políticas Públicas, Segurança Alimentar, Saúde Pública

Resumo

OBJETIVO: Avaliar a disponibilidade de estabelecimentos saudáveis e não saudáveis no Brasil e, com isso, mapear desertos e pântanos alimentares. Analisar os mapas de desertos e pântanos de forma integrada a indicadores de desigualdade social. MÉTODOS: Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS, 2022), integrados aos perfis de consumo da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF, 2017–2018), foram utilizados para classificar os estabelecimentos segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira. Em escala municipal, estimou-se a densidade de estabelecimentos com perfil saudável e não saudável para os municípios brasileiros. Em escala intramunicipal, foram identificados desertos e pântanos em municípios urbanos com mais de 300 mil habitantes, cruzando os resultados com indicadores de renda do Cadastro Único. RESULTADOS: Em nível municipal, observou-se que as regiões Norte e Nordeste concentram a maioria dos municípios com baixa densidade de estabelecimentos saudáveis, enquanto Sul e Sudeste apresentam maiores densidades de estabelecimentos não saudáveis. Em escala intramunicipal, cerca de 25 milhões de pessoas residem em desertos alimentares, o que corresponde a 32,3% da população dos 91 municípios analisados e, aproximadamente, 15 milhões vivem em pântanos alimentares (19% da população). Entre os indivíduos do Cadastro Único com renda per capita inferior a meio salário-mínimo, 38% vivem em desertos alimentares e 10% em pântanos. CONCLUSÃO: Os resultados evidenciam a sobreposição entre vulnerabilidade socioeconômica e ambientes alimentares adversos, reforçando a urgência de políticas públicas voltadas à regulação do ambiente alimentar, ao fortalecimento de equipamentos públicos de abastecimento e à promoção da equidade territorial no acesso a alimentos saudáveis.

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Publicado

2026-05-17

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Gianetti, G. W., Giannotti, M., Caldeira, G., Takahashi, N., Santos, C. R. B., Carmo, A. S. do, Maule, R. F., Bortolini, G. A., Torres, R., Nóia-Júnior, R. de S., Arguelhes, B. P., Gentil, P. C., Santos, L. R. dos, Muchagata, M., & Martins, S. P. (2026). Ambiente alimentar no Brasil: desertos e pântanos em grandes cidades urbanas. Revista De Saúde Pública, 60, 30. https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2026060007379

Dados de financiamento