Exportando "fracasso": porquê a pesquisa de países desenvolvidos pode não beneficiar os países em desenvolvimento

Autores

  • J Jaime Miranda London School of Hygiene and Tropical Medicine; Department of Epidemiology and Population Health
  • M Justin Zaman University College; School of Life and Medical Sciences; Department of Medicine

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0034-89102010000100020

Palavras-chave:

Pesquisa Biomédica, tendências, Cooperação Técnica, Países Desenvolvidos, Países em Desenvolvimento, Medicina Baseada em Evidências

Resumo

O "gap 10/90" foi inicialmente apontada pelo Global Forum for Health Research. Refere-se ao achado de que 90% dos gastos mundiais em pesquisa médica é voltada a problemas que afetam apenas 10% da população mundial. Resultados de pesquisa aplicáveis provenientes dos países ricos aos problemas dos pobres poderiam ser uma solução tentadora, conveniente e potencialmente fácil para solução desse gap. O artigo teve por objetivo apresentar argumentos de que tal abordagem acarretaria o risco de exportar fracassos. Intervenções em saúde que se mostram efetivas no contexto específico de um país ocidental industrializado necessariamente não funcionará em um país em desenvolvimento.

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Publicado

2010-01-01

Edição

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Como Citar

Miranda, J. J., & Zaman, M. J. (2010). Exportando "fracasso": porquê a pesquisa de países desenvolvidos pode não beneficiar os países em desenvolvimento . Revista De Saúde Pública, 44(1), 185-189. https://doi.org/10.1590/S0034-89102010000100020