A amamentação entre filhos de mulheres trabalhadoras

Autores

  • Aline Alves Brasileiro Universidade Estadual de Campinas; Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente
  • Gláucia Maria Bovi Ambrosano Unicamp; Faculdade de Odontologia de Piracicaba
  • Sérgio Tadeu Martins Marba Unicamp; Faculdade de Ciências Médicas; Departamento de Pediatria
  • Rosana de Fátima Possobon Unicamp; Faculdade de Odontologia de Piracicaba

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0034-89102012005000053

Palavras-chave:

Aleitamento Materno, Trabalho Feminino, Licença Parental, Desmame, Condições de Trabalho

Resumo

OBJETIVO: Analisar benefícios trabalhistas e fatores associados à manutenção dos índices de amamentação entre mães trabalhadoras. MÉTODOS: A amostra foi constituída por 200 mulheres trabalhadoras formais que retornaram ao trabalho antes de a criança completar seis meses de vida, no município de Piracicaba, SP. Dentre as participantes, 100 díades mãe-lactente receberam orientações e apoio para a prática do aleitamento em um programa de prevenção em saúde bucal e as demais 100 díades foram abordadas em uma campanha de vacinação infantil. Foi realizada análise de regressão logística múltipla para identificar variáveis relacionadas ao desmame ao quarto mês de vida. RESULTADOS: A maior parte das participantes era primípara, passou por cesariana, iniciou a amamentação em menos de quatro horas após o parto e permaneceu com seu filho em alojamento conjunto. Tiveram mais chance de parar a amamentação: mães não participantes do programa de incentivo (OR = 3,04 [IC95% 1,35;6,85]), mães que não tinham intervalo de 30 minutos durante a jornada de trabalho (OR = 4,10 [IC95% 1,81;9,26]) e mães cujos filhos utilizavam chupeta (OR = 2,68 [IC95% 1,23;5,83]) ou mamadeira (OR =14,47 [IC95% 1,85;113,24]. CONCLUSÕES: As mães que participaram do grupo de incentivo à amamentação, não ofereceram chupeta e mamadeira aos filhos e tinham intervalo durante o trabalho pararam a amamentação após o quarto mês. Apoio, informações sobre o manejo da lactação e sobre seus direitos garantidos por lei, em conjunto com a ampliação do tempo de licença maternidade, poderão ter um importante papel na manutenção da prática do aleitamento materno.

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Referências

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Publicado

2012-08-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Brasileiro, A. A., Ambrosano, G. M. B., Marba, S. T. M., & Possobon, R. de F. (2012). A amamentação entre filhos de mulheres trabalhadoras. Revista De Saúde Pública, 46(4), 642-648. https://doi.org/10.1590/S0034-89102012005000053