A experiência do transplante de células-tronco hematopoéticas sob as perspectivas de adolescentes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v36e244389

Palavras-chave:

Adolescente, Terapia Ocupacional, Participação social, Transplante de células-tronco hematopoéticas, Cotidiano

Resumo

A adolescência, compreendida como uma experiência plural e situada socialmente, torna-se ainda mais complexa quando atravessada por processos de adoecimento e tratamentos de alta complexidade, como o transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH). Embora o procedimento represente uma possibilidade de cura e maior sobrevida, a alta hospitalar não significa retomada imediata da vida anterior, pois o corpo permanece fragilizado, vulnerável a complicações tardias e restrições que impactam diretamente sua participação social. Este estudo teve como objetivo compreender, a partir da perspectiva dos próprios adolescentes, como se configuram suas experiências e possibilidades de participação social após o TCTH. Trata-se de investigação qualitativa, exploratória e participativa, utilizando Grupo de Discussão virtual como metodologia. Participaram três adolescentes do sexo feminino, entre 16 e 17 anos, com mais de 30 dias de pós-transplante. Os encontros foram gravados, transcritos, validados e analisados por meio de análise temática reflexiva. Foram elaboradas quatro categorias principais, abordando a experiência do transplante, o papel das redes de apoio, o futuro e o valor do diálogo entre pares. Os achados reforçam a necessidade de práticas que reconheçam a singularidade das trajetórias juvenis pós-TCTH, garantam sua participação social e promovam um cuidado integral e humanizado, articulando dimensões clínicas, emocionais, culturais e sociais.

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Biografia do Autor

  • Sandra Maria Galheigo, Universidade de São Paulo

    Professora associada do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Possui graduação em Terapia Ocupacional pela Escola de Reabilitação do Rio de Janeiro em 1977, mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas em 1988 e doutorado em Ciências Sociais pela University of Sussex, Reino Unido em 1996. É docente do Curso de Graduação em Terapia Ocupacional e do Programa de Mestrado Profissional Terapia Ocupacional e Processos de Inclusão Social. Coordenadora do Laboratório de estudos e ações em terapia ocupacional, atividade, cotidiano, cuidado e direitos humanos na infância e juventude (Laboratório ACCALANTO). Desenvolve atividades em ensino, pesquisa e extensão em produção do cuidado em saúde e em fundamentos histórico-epistemológicos da Terapia Ocupacional, com ênfase na construção de uma perspectiva crítica para a Terapia Ocupacional e no desenvolvimento de estudos teóricos-conceituais sobre cotidiano, experiência, cuidado, emancipação e direitos humanos. Foi Professora Titular de Terapia Ocupacional na PUC-Campinas por vinte anos (1980-9, 1993-5 e 1996-2005), onde desenvolveu atividades de ensino, pesquisa e extensão em Fundamentos Histórico-Filosóficos da Terapia Ocupacional e em Terapia Ocupacional Social, sendo uma das fundadoras do Projeto Metuia. Foi delegada da Associação Brasileira de Terapeutas Ocupacionais (ABRATO) junto à World Federation of Occupational Therapists de 2015 a 2019. Foi membro do WFOT International Advisory Group: Human Rights. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Terapeutas Ocupacionais (ATOB) de 1978 a 1981. Foi presidente da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa em Terapia Ocupacional de 2005 a 2006, tendo sido uma das criadoras da rede virtual RENETO em 2000, e sua coordenadora por 4 anos. Foi membro da Comissão de Especialistas em Ensino de Terapia Ocupacional junto ao Ministério da Educação de 1998 a 2000. Foi membro e coordenadora da Comissão Assessora de Avaliação da Área de Terapia Ocupacional junto ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, INEP, de 2004 a 2011, onde participou de outras comissões técnicas representando a Terapia Ocupacional. Foi membro do Banco de Avaliadores do INEP (BASis), participando regularmente de avaliações de cursos de Terapia Ocupacional no Brasil.

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Publicado

2026-06-26

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Galheigo, S. M., & Bittencourt, R. S. (2026). A experiência do transplante de células-tronco hematopoéticas sob as perspectivas de adolescentes. Revista De Terapia Ocupacional Da Universidade De São Paulo, 36, e244389. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v36e244389