Avaliação do efeito de milho bt sobre artrópodos não alvo no Brasil

Autores

  • Odair Aparecido Fernandes UNESP; FCAV; Depto. de Fitossanidade
  • Marcos Faria Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
  • Samuel Martinelli USP; ESALQ; Programa de Pós-Graduação em Entomologia
  • Francisco Schmidt Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
  • Vinícius Ferreira Carvalho Conselho de Informações sobre Biotecnologia
  • Gloverson Moro Syngenta Seeds Ltda

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0103-90162007000300006

Palavras-chave:

Spodoptera frugiperda, Helicoverpa zea, cultura geneticamente modificada, pragas do milho, artrópodes de solo

Resumo

Embora não haja cultivos comerciais de milho geneticamente modificado no Brasil, o efeito de híbridos de milho Bt sobre inimigos naturais e artrópodos de solo deve ser avaliado antes da liberação aos produtores. Assim, ensaios foram conduzidos durante uma safra em duas localidades. Os híbridos de milho modificado geneticamente 7590-Bt11 e Avant-ICP4 foram comparados com seus respectivos isogênicos não transgênicos. Os artrópodes foram avaliados através de observação direta nas plantas e armadilhas de alçapão. De modo geral, não se observaram diferenças entre as populações de tesourinha (Dermaptera: Forficulidae), joaninhas (Coleptera: Coccinellidae), percevejo-pirata (Coleoptera: Anthocoridae), carabídeos (Carabidae), cicindelídeos (Cicindelidae) e aranhas (Araneae). Também não houve diferença no parasitismo de ovos de Helicoverpa zea (Boddie) por Trichogramma sp. (Hymenoptera: Trichogrammatidae). Assim, milho geneticamente modificado expressando as proteínas inseticidas Cry1A(b) e VIP 3A não causa redução nas populações dos principais predadores e parasitóides.

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Publicado

2007-06-01

Edição

Seção

Entomologia

Como Citar

Avaliação do efeito de milho bt sobre artrópodos não alvo no Brasil . (2007). Scientia Agricola, 64(3), 249-255. https://doi.org/10.1590/S0103-90162007000300006