N-alcanos para estimar o consumo voluntário de forragem em bovinos usando cápsulas de liberação controlada

Autores

  • Dimas Estrasulas de Oliveira UDESC; Centro de Educação Superior do Oeste
  • Marcelo de Queiroz Manella Alltech do Brasil
  • Luis Orlindo Tedeschi Texas A & M University
  • Sila Carneiro da Silva USP; ESALQ
  • Dante Pazzanese Duarte Lanna USP; ESALQ

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0103-90162008000300002

Palavras-chave:

bovinos, recuperação fecal, hidrocarbonetos, marcadores, consumo de matéria seca

Resumo

N-alcanos têm sido usados como marcadores internos em ensaios de digestibilidade com ruminantes e não-ruminantes por mais de 20 anos. Neste estudo dois ensaios foram conduzidos para avaliar: 1) a taxa de liberação de alcanos de cápsulas de liberação controlada inseridas no rúmen de novilhos fistulados em pastejo ou mantidos em gaiolas de metabolismo e; 2) o uso de n-alcanos para estimar o consumo voluntário de forragem dos novilhos mantidos em gaiolas de metabolismo. Seis novilhos Nelore, fistulados no rúmen foram colocados individualmente em gaiolas de metabolismo e alimentados com dietas variando a relação forragem:concentrado (80:20, 60:40 e 40:60, respectivamente). A silagem de milho foi a única fonte de forragem. No ensaio de pastejo, os animais foram avaliados sob três regimes de alimentação (Brachiaria brizantha cv. Marandu sem ou com suplementação com concentrado na proporção de 0,3 ou 0,6% do peso vivo, PV). A taxa de liberação de n-alcanos (mg d-1) foi medida multiplicando-se a distância percorrida pelo êmbolo da cápsula (mm d-1) após 3, 7, 10, 13 e 17 dias de inserção no rúmen, pela concentração de alcanos dos tabletes das cápsulas (mg mm-1). Houve um efeito de dia (P < 0,05) sobre a taxa de liberação para os animais em gaiolas de metabolismo e em pastejo. Contudo, não houve efeito (P >; 0,05) do regime de alimentação ou da interação regime da alimentação x dia da medida. Os valores foram 6,9 e 14,8% menores do que o proposto pelo fabricante para o C32 quando os animais foram mantidos em gaiolas de metabolismo e pastejo, respectivamente. Os valores para o C36 foram 15,9 e 23,1% menores para os animais em gaiolas de metabolismo e pastejo, respectivamente. A liberação média do C32 dentro do rúmen foi 372 e 341 mg d-1 para os animais em gaiolas de metabolismo e pastejo, respectivamente. Não houve diferença na taxa de liberação entre os animais em gaiolas de metabolismo e em pastejo e a regressão linear usando os dois conjuntos de dados resultou em uma taxa de liberação de 345 mg dia-1 do C32. Os consumos estimados de forragem usando o par C33:C32 de alcanos não diferiu dos consumos observados para os animais em gaiolas de metabolismo. Estes resultados indicam que as cápsulas de liberação controlada podem ser utilizadas para estimar o consumo de forragem em animais estabulados mas a taxa de liberação e a concentração de alcanos nas cápsulas devem ser medidas para gerar predições mais exatas.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2008-01-01

Edição

Seção

Ciência Animal e Pastagens

Como Citar

N-alcanos para estimar o consumo voluntário de forragem em bovinos usando cápsulas de liberação controlada . (2008). Scientia Agricola, 65(3), 230-238. https://doi.org/10.1590/S0103-90162008000300002