Opções de mitigação de gases do efeito estufa na mudança do uso da terra, pecuária e agricultura no Brasil

Autores

  • Carlos Clemente Cerri USP; CENA; Lab. de Biogeoquímica Ambiental
  • Martial Bernoux Institut de Recherche pour le Développement
  • Stoecio Malta Ferreira Maia USP; CENA; Lab. de Biogeoquímica Ambiental
  • Carlos Eduardo Pellegrino Cerri USP; ESALQ; Depto. de Ciência do Solo
  • Ciniro Costa Junior USP; CENA; Lab. de Biogeoquímica Ambiental
  • Brigitte Josefine Feigl USP; CENA; Lab. de Biogeoquímica Ambiental
  • Leidivan Almeida Frazão USP; ESALQ; Programa de Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas
  • Francisco Fujita de Castro Mello USP; ESALQ; Programa de Pós-Graduação em Ciências
  • Marcelo Valadares Galdos USP; CENA; Lab. de Biogeoquímica Ambiental
  • Cindy Silva Moreira USP; ESALQ; Programa de Pós-Graduação em Ciências
  • João Luis Nunes Carvalho USP; ESALQ; Programa de Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0103-90162010000100015

Palavras-chave:

IPCC, EX-ACT, redução de emissão, sequestro de carbono

Resumo

Inventários nacionais acerca de emissões de gases do efeito estufa (GEE) (refinamentos das Comunicações Nacionais) são organizadas de acordo com cinco principais setores, a saber: Energia, Processos Industriais, Agropecuária, Mudanças do Uso da Terra e Florestas e Tratamento de Resíduos. O objetivo dessa revisão foi calcular o potencial das estratégias de mitigação de GEE no Brasil para agropecuária e mudança de uso da terra e florestas. A primeira etapa consistiu na análise de documentos oficiais e não-oficiais do Brasil relacionados a mudanças climáticas e políticas de mitigação. O cenário atual, sem adoção de ações mitigadoras (BAU), e os cenários de mitigação foram elaborados para o período 2010-2020. Efetuaram-se os cálculos associados às emissões e remoções de GEE. Adicionalmente, duas estratégias foram utilizadas para destacar e quantificar as principais opções de mitigação: a) seguindo metodologia do IPCC 1996 e b) baseando-se no EX-ACT. Autoridades brasileiras anunciaram que o país buscará reduzir sua taxa de emissão de GEE em 36.1 a 38.9% em relação a 2020. Este é um posicionamento positivo que deve ser adotado por outros países em desenvolvimento. Para alcançar essa meta governamental, os setores agricultura e pecuária devem contribuir reduzindo a emissão em 133 a 166 Mt CO2-eq. Tal redução parece ser atingível quando confrontada com os valores do presente trabalho sobre opções de mitigação os quais estão entre 178,3 e 445 Mt CO2-eq. Investimentos governamentais nos setores agrícola, pecuária e silvicultura são necessários para minimizar os esforços para atingir as metas de redução de emissão pelos outros setores do país.

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Publicado

2010-02-01

Edição

Seção

Revisão

Como Citar

Opções de mitigação de gases do efeito estufa na mudança do uso da terra, pecuária e agricultura no Brasil . (2010). Scientia Agricola, 67(1), 102-116. https://doi.org/10.1590/S0103-90162010000100015