O antimétodo como gesto crítico: corpo em gestação e desafios metodológicos nas artes da cena
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v25i2246949Palavras-chave:
antimétodo, antivalor, Antunes Filho, corpo, artes cênicasResumo
O texto discute como as artes cênicas, por sua natureza considerada efêmera por articularem presença e ausência, desafiam metodologias acadêmicas rígidas. Propõe-se o antimétodo, aqui entendido como um gesto crítico que desafia normas institucionais e integra experiência sensível, prática artística e reflexão teórica. Articula-se esse conceito ao antivalor de David Harvey, entendendo a arte como campo de resistência a regimes tradicionais de produção do conhecimento. A pesquisa “No atual Antunes Filho: cinco antivalores em busca da imagem-enigma em cena” desenvolve-se revisitando o sistema pedagógico de Antunes Filho e evidencia que o método (ou, no caso, o antimétodo) deve emergir das circunstâncias concretas do corpo e do processo criativo, revelando tensões, deslocamentos e possibilidades de atualização no campo das artes na universidade.
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