Descoordenação a serviço do racismo institucional: considerações sobre o acesso de indígenas à política de saúde

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/

Palavras-chave:

Serviços de Saúde Indígena, Racismo Institucional, Burocracia de Nível de Rua, Federalismo

Resumo

A política de saúde indígena necessita de coordenação intergovernamental entre Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e serviços municipais e estaduais de saúde para sua eficácia. Tal coordenação deve ser feita tanto em nível de formulação como na sua implementação – que deve ocorrer entre burocratas de médio escalão e de nível de rua. Baseado na literatura que discute o federalismo e mecanismos de coordenação intergovernamental, este artigo investiga os mecanismos e as dificuldades de cooperação na ponta dos serviços de saúde aos povos indígenas. Foram feitas entrevistas semiestruturadas com seis profissionais atuantes na Sesai do DSEI Mato Grosso do Sul. Identificou-se que as dificuldades dizem respeito principalmente ao racismo institucional, à estrutura sobrecarregada do SUS, à desresponsabilização por parte dos municípios e à má comunicação entre Sesai e hospitais. Já os mecanismos de cooperação identificados foram relações pessoais, agência situada de profissionais da Sesai e a existência de incentivo financeiro. Conclui-se que são necessários mais mecanismos de colaboração intergovernamental que considerem todas essas dificuldades de integração na implementação do serviço. 

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Publicado

2024-08-27

Edição

Seção

Artigos de pesquisa original

Como Citar

Thomazinho, G. (2024). Descoordenação a serviço do racismo institucional: considerações sobre o acesso de indígenas à política de saúde. Saúde E Sociedade, 33(2), e230408pt. https://doi.org/10.1590/