Trânsitos e trajetórias de pesquisadores de CSHS: saberes fronteiriços, reconfigurações e deslocamentos na carreira acadêmica
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025250282ptPalavras-chave:
Ciências Sociais e Humanas em Saúde (CSHS), Trajetórias Acadêmicas, Campo Científico, Interdisciplinaridade, Capital SimbólicoResumo
A constituição, o percurso e a consolidação do campo das CSHS foram objetos de inúmeros estudos, já as trajetórias de seus/suas docentes/pesquisadores/as ganharam menos destaque e se constituem no objeto deste manuscrito. Tratam-se de pessoas concursadas em instituições públicas, atuantes em programas na Saúde Coletiva, que cruzaram fronteiras entre formações científicas da saúde e das ciências sociais. As reconfigurações de trajetórias, o trânsito de um campo científico a outro e o incessante trabalho de apreensão de novos habitus acadêmico foram marcas desse grupo, que evidencia a porosidade das CSHS e sua relativa abertura para a entrada de novos membros. Se alguns traziam algum capital de distinção por serem provenientes de profissões com prestígio no campo da saúde (como médicos e psicólogos) ou com habilidades teórico-metodológicas para a pesquisa (como cientistas sociais), todos precisaram investir no domínio de outra matriz de apreciações e ações conferida pela CSHS. Um longo trabalho do tempo para demonstrar competências científicas desejadas e tecer redes de relações. Tais prerrogativas são relativamente comuns a qualquer campo científico, no entanto, as CSHS constituem um subcampo marcado por conversões, cuja diversidade leva a adaptações constantes na definição identitária e certa fluidez do que sejam as credenciais de domínio teórico-metodológicas requeridas.
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