Fábrica na superestrutura: os usos industriais da internet e a saúde coletiva
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250163ptPalabras clave:
Saúde Coletiva, Internet, Saúde Mental, Economia, IndústriaResumen
O ensaio propõe uma reflexão sobre a saúde humana, no mundo contemporâneo, a partir de condições econômicas. Procede, para tal, a uma comparação entre o capitalismo clássico, de um lado, e as formas hodiernas dos modos de produção, distribuição e consumo de bens e serviços, em escala global, de outro. Recorre ao procedimento heurístico de cotejar a infraestrutura produtiva do século XIX com a tecnologia que possibilitou o advento da internet e suas inesperadas e múltiplas aplicações. Ato contínuo, busca depreender as repercussões da prodigiosa transformação dos meios logísticos, comunicacionais e produtivos sobre as afecções e sentimentos humanos. Os resultados do exercício reflexivo apontam para a deterioração da saúde mental e física de vasta parcela da humanidade, mas também para propriedades emergentes da internet, por assim dizer, ambíguas e portadoras de eventuais linhas de fuga, potencialmente promotoras da saúde coletiva.
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