Amazônia como fronteira crítica: deslocamentos epistemológicos e desafios editoriais

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-12902026260112pt

Palabras clave:

Saúde Coletiva, Domínios Científicos, Amazônia, Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Ciência

Resumen

Este ensaio teórico objetiva refletir sobre as formas contemporâneas de geopolítica do conhecimento no campo da Saúde Coletiva brasileira, com ênfase na inserção da Amazônia como um horizonte para deslocamentos concretos de hierarquias nas práticas editoriais. Partindo da compreensão da Saúde Coletiva como campo científico atravessado por disputas em torno do que pode e deve ser pesquisado, com quais métodos e por quem, o texto analisa como hierarquias regionais, raciais e epistemológicas estruturam os regimes de validação científica e as práticas editoriais. Dialogando com as noções de colonialidade do poder, geopolítica do conhecimento e dispositivo de racialidade, argumenta-se que tais hierarquias produzem dupla periferização, territorial e epistemológica, que incide sobre produções oriundas da Região Norte do Brasil. Ao mesmo tempo, identificam-se fissuras institucionais que sinalizam deslocamentos em curso. A Amazônia é então apresentada como fronteira crítica, não como objeto exótico, mas como espaço de produção conceitual e prática capaz de tensionar e reconfigurar os critérios de legitimidade no campo editorial da Saúde Coletiva.

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Biografía del autor/a

  • André Luiz Machado das Neves

    Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Manaus, AM, Brasil. Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Referencias

Publicado

2026-07-28

Número

Sección

Commemorative Dossier

Cómo citar

Neves, A. L. M. das. (2026). Amazônia como fronteira crítica: deslocamentos epistemológicos e desafios editoriais. Saúde E Sociedade, 35(3), e260112pt. https://doi.org/10.1590/S0104-12902026260112pt