Amazônia como fronteira crítica: deslocamentos epistemológicos e desafios editoriais
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026260112ptPalabras clave:
Saúde Coletiva, Domínios Científicos, Amazônia, Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CiênciaResumen
Este ensaio teórico objetiva refletir sobre as formas contemporâneas de geopolítica do conhecimento no campo da Saúde Coletiva brasileira, com ênfase na inserção da Amazônia como um horizonte para deslocamentos concretos de hierarquias nas práticas editoriais. Partindo da compreensão da Saúde Coletiva como campo científico atravessado por disputas em torno do que pode e deve ser pesquisado, com quais métodos e por quem, o texto analisa como hierarquias regionais, raciais e epistemológicas estruturam os regimes de validação científica e as práticas editoriais. Dialogando com as noções de colonialidade do poder, geopolítica do conhecimento e dispositivo de racialidade, argumenta-se que tais hierarquias produzem dupla periferização, territorial e epistemológica, que incide sobre produções oriundas da Região Norte do Brasil. Ao mesmo tempo, identificam-se fissuras institucionais que sinalizam deslocamentos em curso. A Amazônia é então apresentada como fronteira crítica, não como objeto exótico, mas como espaço de produção conceitual e prática capaz de tensionar e reconfigurar os critérios de legitimidade no campo editorial da Saúde Coletiva.
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