Modo borderline e mundo do trabalho: um ensaio sobre implicações e perspectivas atuais

Autores

  • Kamila Ferreira Marinho Centro Universitário Metodista; IPA
  • Cleber Gibbon Ratto Centro Universitário La Salle

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-12902016141754

Resumo

Partindo do pressuposto de que o modo border line parece constituir uma nova "normalidade" atualmente, este artigo busca discutir a sociedade contemporânea em seus modos de vida e o impacto sobre o mundo do trabalho. A busca constante pelo sucesso e pela realização profissional atravessa, consequentemente, as relações de trabalho, que constituem o sujeito. Não há tempo para vazios! É preciso produzir. Considera-se para a discussão o que chamamos de "modo borderline", pensado a partir de sua dimensão fenomenológica e não estrutural, portanto, não a partir do paradigma da psicopatologia individual, mas como sintoma da cultura, em uma sociedade marcada pela im pulsividade, fragilidade dos laços sociais e pela chamada "cultura do narcisismo". Através de uma abordagem psicanalítica e com breve descrição da evolução dos modos de trabalho e produção ao longo dos anos, propõe-se uma discussão a respeito dessas novas configurações de vida implicadas no mundo do trabalho, pensando, sobretudo, em como se dá essa relação na contemporaneidade, em pleno capitalismo flexível.

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Publicado

2016-03-01

Edição

Seção

Artigos de pesquisa original

Como Citar

Marinho, K. F., & Ratto, C. G. (2016). Modo borderline e mundo do trabalho: um ensaio sobre implicações e perspectivas atuais . Saúde E Sociedade, 25(1), 171-185. https://doi.org/10.1590/S0104-12902016141754