A produção da saúde no território líquido amazônico: reflexões sobre as UBS Fluviais ao longo dos primeiros 10 anos
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025240703ptPalavras-chave:
Saúde Ribeirinha, Política Pública de Saúde, Cuidado, AmazôniaResumo
O texto busca analisar a Política Nacional da Atenção Básica (PNAB) em Saúde, com foco nas regiões da Amazônia Legal e do Pantanal, utilizando como referência a experiência das Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF). Os dados foram produzidos por meio do método cartográfico, uma escrita narrativa e reflexiva da práxis em pesquisa, gestão e assistência na Amazônia. Os autores produzem essa narrativa implicados, desde a inauguração da primeira UBSF, em 2013, em Borba, Amazonas, financiada pelo Ministério da Saúde, os corpos dos autores estão em Educação Permanente em Saúde in ato pela Amazônia. Para a análise utilizou-se o pressuposto teórico do território líquido, categoria desenvolvida pelos autores que potencializa a compreensão da região. Evidencia-se que existem mais de 30 embarcações atuantes no país, o que amplia o acesso à saúde para as populações ribeirinhas; além disso, observa-se a promoção da integralidade e equidade no cuidado oferecido às comunidades. Desafios permanecem: o financiamento dessas unidades e a necessidade de ações contínuas de educação permanente para os profissionais, com vistas à promoção de saúde que respeite as especificidades do território líquido da Amazônia.
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