Assexualidade e o dispositivo da sexualidade: biopoder, norma sexual e os limites da saúde
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025250205ptPalavras-chave:
Assexualidade, Medicalização, Sexualidade, Normas Sociais, Saúde Sexual, Minorias Sexuais e de GêneroResumo
Este artigo analisa os efeitos da medicalização da sexualidade sobre pessoas assexuais, compreendendo os como desdobramentos do dispositivo da sexualidade. A pesquisa foi desenvolvida por meio de etnografia virtual em uma comunidade online, observações presenciais e entrevistas semiestruturadas. A análise temática permitiu identificar quatro categorias: sexo como norma e fundamento da vida; patologização e violência simbólica no campo da saúde; biomedicina como operador da norma; e resistência, ativismo e produção de sentido. Os resultados evidenciam que a ausência de desejo sexual é frequentemente interpretada como disfunção, reforçando normas cis-heteronormativas nos contextos clínicos. Profissionais de saúde tendem a deslegitimar a identidade assexual, promovendo constrangimentos, diagnósticos indevidos e práticas de silenciamento. Por outro lado, os espaços digitais emergem como territórios de resistência, onde se constroem narrativas de reconhecimento e cuidado coletivo. Conclui-se que a patologização da assexualidade é sustentada por epistemologias biomédicas excludentes, sendo urgente a formação crítica de profissionais e a construção de políticas de saúde que afirmam a diversidade sexual como legítima expressão humana.
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