A Reforma Sanitária e a municipalização
DOI :
https://doi.org/10.1590/S0104-12901992000200003Résumé
O artigo ressalta a municipalização dos serviços de saúde como um dos componentes da agenda política do setor na presente conjuntura, embora questione as formas vigentes de sua implementação. Tem como objetivo indicar políticas e estratégias de municipalização mais coerentes com o projeto da Reforma Sanitária, sem subestimar a heterogeneidade dos municípios brasileiros. Reconhece as competências dos municípios, segundo a Lei do Sistema Único de Saúde, como "imagem-objetivo" para a formulação de políticas. Nesse sentido, propõe o estabelecimento de mecanismos de ausculta e de negociação junto aos municípios para a definição de prazos e de apoios técnico e financeiro visando o pleno cumprimento de tais competências e o repasse automático dos recursos. Após discutir certos obstáculos para uma municipalização identificada com a Reforma Sanitária, o Autor convida aos que investem política e tecnicamente na democratização da saúde a participarem dos esforços de construção de distritos sanitários que permitam a implantação de modelos assistenciais alternativos e a reestruturação das práticas de saúde.##plugins.themes.default.displayStats.downloads##
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Publiée
1992-01-01
Numéro
Rubrique
Original research articles
Comment citer
Paim, J. S. (1992). A Reforma Sanitária e a municipalização . Saúde E Sociedade, 1(2), 29-47. https://doi.org/10.1590/S0104-12901992000200003