Políticas de saúde e povos indígenas: experiências de gestão da pandemia de covid-19
DOI:
https://doi.org/10.1590/Palabras clave:
saúde indígena, políticas públicas, pandemia de covid-19, etnografia de documentos, etnologia indígenaResumen
Desde os anos 2000, as pesquisas antropológicas acumularam importantes perspectivas sobre o universo das políticas de saúde indígena proposta pelo Estado brasileiro, em especial a reorganização dos serviços de saúde indígena através de distritos sanitários especiais indígenas (DSEI). Tais pesquisas abordaram de forma sistemática a produção política da saúde voltada para os povos indígenas, com análises e questionamentos focados nas possibilidades e limites do modelo de atenção diferenciada proposto, bem como das formas de participação social. Nosso objetivo neste artigo é analisar algumas estratégias de ação e resistência por meio de uma análise articulada de dois campos etnográficos: (1) a assembleia anual de 2023 do povo Xukuru do Ororubá (RN), que trouxe para o centro do debate uma avaliação do subsistema e das ações realizadas por estes antes e durante a pandemia; (2) os planos de enfrentamento e boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) durante o período 2020-2022. A pandemia foi um período em que os povos indígenas se pronunciaram em defesa do subsistema. Assim, voltamo-nos a tentar imaginar como o cenário da pandemia destacou aspectos das formas de mobilização indígena que merecem espaço de reflexão por desvelar conexões entre itinerários terapêuticos e itinerários políticos.
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