Narrativas escreviventes de enfermeiras negras no enfrentamento ao racismo e sexismo
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025240622ptPalavras-chave:
Enfermeiras negras, Racismo, SexismoResumo
Este artigo analisa como enfermeiras negras identificam a vivência cotidiana do racismo e sexismo no ambiente de trabalho e que mecanismos são sugeridos por elas para seu enfrentamento. Além disso, nos dedicamos a descrever as percepções das mulheres negras sobre as consequências que essas opressões podem gerar em suas vidas. Esta pesquisa é resultado de uma dissertação de mestrado, com a realização de entrevistas semiestruturadas para a coleta de dados e Teoria Fundamentada nos Dados (TFD) para a análise. Participaram da pesquisa quatro enfermeiras, a partir dos seguintes critérios de inclusão: mulheres negras, enfermeiras atuantes em hospitais do município do Rio de Janeiro e maiores de 18 anos. A análise dos dados culminou na construção de cinco categorias e dez subcategorias. A articulação das categorias e subcategorias possibilitou o surgimento da categoria central: constatando que o racismo e o sexismo afetam a saúde das enfermeiras negras e reconhecendo que a educação é a principal ferramenta de enfrentamento a essas iniquidades. Os resultados e discussões apresentados apontam que as enfermeiras negras compreendem que o entrecruzamento do racismo e sexismo afeta diretamente suas vidas e que a educação é fundamental para promover o enfrentamento e transformação necessários para uma mudança na sociedade.
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