Corpos gordos e corpos obesos em telas digitais: um olhar analítico para imagens propagadas pelo Google
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025240894ptPalabras clave:
Corpo Gordo, Corpo Obeso, ImagemResumen
As associações entre corpo e imagem quanto à produção imagética adquirem contornos incomensuráveis em meios digitais, reforçando a visualidade do corpo em nosso cenário. Este artigo objetiva realizar um estudo das produções imagéticas de corpos gordos e corpos obesos veiculadas no Google imagens, considerando a similaridade de tais corporalidades no imaginário sociocultural. Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório, realizado na plataforma Google, com reflexão inspirada em método de análise semiótica sugerido por Joly (2007). O acervo fotográfico e de acesso público teve como descritores de busca corpo gordo e corpo obeso e abrangeu o período de publicação entre 2019 e 2022. Nas imagens do corpo gordo, evidencia-se a expressão do empoderamento. Em contrapartida, corpos fragmentados vinculam-se a uma produção cultural que associa o corpo gordo, dito obeso, à doença. A análise das imagens revela seu papel na perpetuação de discursos influentes na percepção coletiva dos corpos que podem afetar as práticas de saúde, frequentemente contribuindo para abordagens desumanizantes aos indivíduos com obesidade. Torna-se necessário reavaliar e humanizar como esses corpos patologizados, tidos como incapazes, são representados e tratados no campo da saúde e no contexto social.
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