Viver o estado terminal de um familiar: leitura salutogénica de resultados de um estudo de caso

Autores

  • Clara Costa Oliveira Universidade do Minho; Instituto de Educação
  • Ana Lúcia Costa Universidade do Minho; Instituto de Educação

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-12902012000300015

Palavras-chave:

Sofrimento, Familiar, Estado terminal

Resumo

O objetivo deste artigo é interpretar dados obtidos num estudo de caso de tipo fenomenológico, que pesquisou o sofrimento de dezesseis cuidadores principais (familiares) de doentes em estado terminal, hospitalizados. Os dados desse estudo são aqui interpretados à luz do pré-paradigma salutogénico de A. Antonovsky, que promove a saúde, e não a doença, cumprindo finalidades proclamadas pela OMS, nomeadamente em Ottawa. A metodologia utilizada foi qualitativa, com recurso a interpretação hermenêutica, em conjugação com análise de conteúdo (baseada nas categorias mais importantes da conceptualização salutogénica). Os resultados obtidos revelam que todos os familiares identificaram e utilizaram vários Recursos Gerais de Resistência (GRR), passíveis de serem compreendidos à luz das três metacategorias: "compreensibilidade", "gerenciamento" e "significação". Verificou-se também que a utilização/criação dos GRR tem implícita a existência de sentidos de coerência fortes, por parte dos entrevistados, tal como enunciado por Antonovsky. Os resultados possibilitam compreender que existem áreas de formação de profissionais de saúde que podem ser estimuladas em situações similares à estudada. Algumas dessas áreas são a comunicação e a gestão emocional. Os resultados apontam também para a necessidade de investimento em ações de educação para a saúde que promovam o empoderamento psicológico e comunitário dos indivíduos e dos grupos, em geral.

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Publicado

2012-09-01

Edição

Seção

Artigos de pesquisa original

Como Citar

Oliveira, C. C., & Costa, A. L. (2012). Viver o estado terminal de um familiar: leitura salutogénica de resultados de um estudo de caso. Saúde E Sociedade, 21(3), 698-709. https://doi.org/10.1590/S0104-12902012000300015