A violência contra mulheres: demandas espontâneas e busca ativa em unidade básica de saúde
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902000000100002Palavras-chave:
saúde da mulher, direitos em saúde, violência, demanda espontânea, busca ativaResumo
Acolher demandas e assistir mulheres que sofrem violência é parte dos direitos em saúde, embora a assistência não esteja estruturada e ocorra pouca detecção de casos. Buscou-se um diagnóstico de situação em serviços, avaliando-se a emergência de demandas referidas à violência por parte das usuárias de uma unidade básica da rede pública, contrastando-se a demanda espontânea com a busca ativa de casos. Realizou-se um primeiro estudo por técnicas de observação participante, seguida de estudo de prontuário, com 142 mulheres sendo acompanhadas; num segundo estudo, em uma amostra de 322 usuárias, aplicou-se entrevista. Em atividades grupais observou-se relatos espontâneos e nos prontuários médicos registros de demandas espontâneas; o mesmo não ocorreu em consultas individuais. A entrevista detectou uma prevalência de casos muito maior. Então, a possibilidade de detecção de casos, seu acolhimento e algumas respostas do serviço, requer especificidade de abordagem e cuidados próprios para que a violência contra mulheres possa emergir como parte da demanda usual na saúde.Downloads
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Publicado
2000-12-01
Edição
Seção
Artigos de pesquisa original
Como Citar
Schraiber, L. B., d'Oliveira, A. F. P. L., França Junior, I., Strake, S. S., & Oliveira, E. A. de. (2000). A violência contra mulheres: demandas espontâneas e busca ativa em unidade básica de saúde . Saúde E Sociedade, 9(1-2), 3-15. https://doi.org/10.1590/S0104-12902000000100002