Stress ocupacional e avaliação cognitiva: um estudo com forças de segurança

Autores

  • Anabela Esteves Universidade do Minho; Escola de Psicologia
  • A. Rui Gomes Universidade do Minho; Escola de Psicologia

DOI:

https://doi.org/10.1590/sausoc.v22i3.76469

Resumo

Este estudo analisa a experiência de stress laboral numa amostra de profissionais de segurança pública, observando igualmente a importância dos processos de avaliação cognitiva do modelo transacional (Lazarus, 1991, 2000) no ajustamento aos contextos de trabalho. Foram incluídos 196 profissionais de segurança pública, que responderam a um protocolo de avaliação sobre stress ocupacional, avaliação cognitiva primária e secundária, burnout e sintomatologia depressiva. Os resultados apontaram experiências laborais mais negativas nos profissionais casados, nos que não praticavam exercício físico, nos que exerciam maioritariamente funções no exterior das instalações de trabalho, nos que trabalhavam mais horas por semana e nos que possuíam categorias profissionais mais baixas. Os processos de avaliação cognitiva foram determinantes na explicação da experiência de stress ocupacional, burnout e sintomatologia depressiva. O stress ocupacional e a avaliação cognitiva foram variáveis importantes na predição do burnout. Em conclusão, os resultados evidenciaram a importância das variáveis pessoais e profissionais na experiência de stress laboral, bem como a adaptabilidade do modelo transacional no estudo do stress laboral nesta classe de profissionais.

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Publicado

2013-09-01

Edição

Seção

Parte I - Dossiê

Como Citar

Esteves, A., & Gomes, A. R. (2013). Stress ocupacional e avaliação cognitiva: um estudo com forças de segurança. Saúde E Sociedade, 22(3), 701-713. https://doi.org/10.1590/sausoc.v22i3.76469