A gestão do trabalho na estratégia saúde da família: (des)potencialidades no cotidiano do trabalho em saúde
DOI :
https://doi.org/10.1590/s0104-12902016158633Résumé
Este artigo discute os limites e as potencialidades da gestão do trabalho na Estratégia Saúde da Família, a partir do discurso dos gestores formais, ocupantes de cargos de autodireção na gestão municipal da saúde. Trata-se de um estudo do tipo descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa. Foram entrevistados 72 gestores, por meio de entrevista semiestruturada com base em um roteiro guia, em 36 municípios. A análise dos dados foi fundamentada no método de análise do discurso. Os resultados apontam limites à constituição da gestão do trabalho nos municípios, com destaque para a interferência política, baixa provisão de profissionais médicos, inoperância das redes de atenção à saúde e o controle financeiro e orçamentário no bojo da macropolítica. Dentre as potencialidades, são citados o vínculo trabalhador-usuário, a gestão compartilhada, o controle de metas e resultados e o Programa Mais Médicos. Nesse sentido, o maior desafio na ativação da potência para a ação do trabalhador consiste na inovação por meio de novos modos de produzir a gestão do trabalho, com base na cogestão com espaços dialógicos de tomada de decisão que tenham a potência de disparar novas formas de vida no gestor e no trabalhador, através da democratização da tomada de decisão.##plugins.themes.default.displayStats.downloads##
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Publiée
2016-12-01
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Rubrique
Original research articles
Comment citer
Galavote, H. S., Franco, T. B., Freitas, P. de S. S., Lima, E. de F. A., Garcia, A. C. P., Andrade, M. A. C., & Lima, R. de C. D. (2016). A gestão do trabalho na estratégia saúde da família: (des)potencialidades no cotidiano do trabalho em saúde . Saúde E Sociedade, 25(4), 988-1002. https://doi.org/10.1590/s0104-12902016158633