“Um monte de buracos amarrados com barbantes”: o conceito de rede para os profissionais da saúde mental

Autores/as

  • Karina Moraes Bermudez Universidade Federal Fluminense; Instituto de Saúde Coletiva; Fundação Municipal de Saúde de Niterói
  • Rodrigo Siqueira-Batista Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga; Curso de Medicina

DOI:

https://doi.org/10.1590/s0104-12902017170298

Palabras clave:

Saúde Mental, Integralidade, Diretrizes Normativas

Resumen

Este trabalho objetivou analisar os sentidos que são atribuídos ao conceito de rede de atenção pelos profissionais de saúde e identificar como eles o transformam em trabalho vivo na produção do cuidado. A investigação foi de abordagem qualitativa, com entrevistas mediadas pelo uso de situações-problema com profissionais de diferentes níveis de atenção aos pacientes com transtorno mental. Os dados foram apreciados pela análise de conteúdo de Bardin e, da análise temática, emergiram três categorias: (1) sentidos de uma rede de cuidado - conceituação e características; (2) meios operadores para a construção de uma rede de cuidados - construção da prática; e (3) propostas para minimização das dificuldades e efetivação de uma rede de cuidados. Delas, por fim, surgiram as seguintes subcategorias: trabalho em rede; redes de apoio; conflito; continuidade do cuidado; assistência integral; cuidado compartilhado; processo de formação; espaços amplos de discussão; e organização do trabalho. Desse modo, foi possível concluir que os profissionais expressam diferentes conceitos de rede e, com isso, agem de modo singular na produção do cuidado, mesmo estando sob a mesma diretriz normativa. Foram identificadas, também, uma fragmentação do acesso e barreiras a ele, o que dificulta a trajetória do paciente pela rede assistencial.

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Publicado

2017-12-01

Número

Sección

Original research articles

Cómo citar

Bermudez, K. M., & Siqueira-Batista, R. (2017). “Um monte de buracos amarrados com barbantes”: o conceito de rede para os profissionais da saúde mental. Saúde E Sociedade, 26(4), 904-919. https://doi.org/10.1590/s0104-12902017170298