Amamentar não é sobre amor, é sobre trabalho e saúde pública”: leituras de um lactivismo brasileiro e sua interface com os direitos sexuais e reprodutivos contemporâneos

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/

Palabras clave:

Maternidade, Amamentação, Trabalho, Direitos Sexuais e Reprodutivos

Resumen

Este artigo busca refletir sobre discursos de mulheres defensoras da lactação na sociedade brasileira atual, seus desenhos, bases e consequências para a sociedade. Para explorar as ideias sobre práticas de amamentação e sua importância, analisamos postagens, imagens e conteúdos de mídia da rede social Instagram, produzidos entre 2019 e 2022, por 11 militantes brasileiras da amamentação. Elas são mulheres de camadas médias, de diferentes regiões do Brasil, que na época tinham entre 24 e 41 anos, acesso à internet e escreviam sobre amamentação, cuidado e trabalho. De forma geral, reivindicam o reconhecimento da amamentação como trabalho de interesse coletivo, como tema de saúde pública e um direito sexual e reprodutivo a ser garantido pelo Estado. Nesse sentido, o artigo dialoga com a teoria feminista que tem pautado o assunto e amplia o olhar da saúde para a prática da amamentação.

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Biografía del autor/a

  • Raquel Braga, Universidade de Brasília

    Departamento de Antropologia. Brasília, DF, Brasil.

  • Rosamaria Carneiro, Universidade de Brasília

    Departamento de Saúde Coletiva. Brasília, DF, Brasil.

Publicado

2024-12-01

Número

Sección

Original research articles

Cómo citar

Braga, R., & Carneiro, R. (2024). Amamentar não é sobre amor, é sobre trabalho e saúde pública”: leituras de um lactivismo brasileiro e sua interface com os direitos sexuais e reprodutivos contemporâneos. Saúde E Sociedade, 33(4), e230535pt. https://doi.org/10.1590/