Aborto legal: relatos de médicas em hospital de referência
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-1290202524040365ptPalavras-chave:
Violência Sexual, Estupro, Aborto, Consciência, Atendimento MédicoResumo
Ainda que a legislação brasileira preserve o abortamento em casos de estupro, risco de mortalidade materna e anencefalia do feto, a pessoa médica é autoridade para o diagnóstico e orientação ao abortamento, assim como tem o direito da objeção de consciência reivindicado para recusar a execução o procedimento. Este artigo visa analisar relatos de seis médicas ginecologistas-obstetras entrevistadas em hospital especializado no procedimento de abortamento para uma reflexão sobre suas percepções. Foi possível avaliar que implicações socioculturais tensionam a perspectiva individual sobre a vitimização e o aborto. E que as condições multiprofissionais para a atuação médica, diante da divisão das funções na estrutura hospitalar, afetam a prestação do serviço e são entendidas como incompatíveis com a formação acadêmica. Entretanto, a compreensão do crime parece prevalecer em prol dos cuidados com respeito à preservação do serviço de referência no atendimento às vítimas desta violência.
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