Aborto legal: relatos de médicas em hospital de referência

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-1290202524040365pt

Palavras-chave:

Violência Sexual, Estupro, Aborto, Consciência, Atendimento Médico

Resumo

Ainda que a legislação brasileira preserve o abortamento em casos de estupro, risco de mortalidade materna e anencefalia do feto, a pessoa médica é autoridade para o diagnóstico e orientação ao abortamento, assim como tem o direito da objeção de consciência reivindicado para recusar a execução o procedimento. Este artigo visa analisar relatos de seis médicas ginecologistas-obstetras entrevistadas em hospital especializado no procedimento de abortamento para uma reflexão sobre suas percepções. Foi possível avaliar que implicações socioculturais tensionam a perspectiva individual sobre a vitimização e o aborto. E que as condições multiprofissionais para a atuação médica, diante da divisão das funções na estrutura hospitalar, afetam a prestação do serviço e são entendidas como incompatíveis com a formação acadêmica. Entretanto, a compreensão do crime parece prevalecer em prol dos cuidados com respeito à preservação do serviço de referência no atendimento às vítimas desta violência.

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Biografia do Autor

  • Kétlen Almeida Martins, Universidade Estadual de Montes Claros

    Universidade Estadual de Montes Claros, UNIMONTES, bacharela em Ciências Sociais, Montes Claros, MG, Brasil.

  • Daliana Cristina de Lima Antonio, Universidade Estadual de Montes Claros

    Universidade Estadual de Montes Claros, UNIMONTES, Departamento de Política e Ciências Sociais, Montes Claros, MG, Brasil.

Publicado

2025-07-14

Edição

Seção

Artigos de pesquisa original

Como Citar

Martins, K. A., & Antonio, D. C. de L. (2025). Aborto legal: relatos de médicas em hospital de referência. Saúde E Sociedade, 34(2), e240365pt. https://doi.org/10.1590/S0104-1290202524040365pt