Desigualdades sociais em saúde e práticas corporais: um exercício singular de análise
DOI:
https://doi.org/10.1590/sausoc.v22i2.76447Resumo
Ao reconhecer a relevância dos estudos sobre as desigualdades sociais em saúde, o presente trabalho propõe uma análise que articula essa temática à questão das práticas corporais e sua institucionalização no campo público. Inicia resgatando as perspectivas ético-políticas legitimadoras do ideário da Atenção Primária à saúde e da Promoção da saúde e alguns elementos pontuais do vasto debate teórico sobre as desigualdades e iniquidades sociais em saúde. A partir desses pressupostos problematiza o modo como as práticas corporais têm sido "posicionadas" no universo da Atenção Primária no Brasil, uma vez que sua implementação vem ocorrendo de forma medicalizadora e fragmentada. Para tanto, debruça-se sobre o exame contextual de duas iniciativas públicas existentes no Espírito Santo (ES) que fomentam práticas corporais/atividades físicas. O empreendimento analítico foi subsidiado pelo cotejamento de informações relativas às condições de vida em alguns bairros da cidade de Vitória e às características de tais programas. Finaliza apontando algumas reflexões, com base no quadro empírico-conceitual produzido.Downloads
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Publicado
2013-06-01
Edição
Seção
Parte II - Artigos
Como Citar
Bagrichevsky, M., Santos Júnior, V. J. dos, Estevão, A., & Vasconcellos-Silva, P. R. (2013). Desigualdades sociais em saúde e práticas corporais: um exercício singular de análise. Saúde E Sociedade, 22(2), 497-510. https://doi.org/10.1590/sausoc.v22i2.76447