Bucalidade enquanto alternativa decolonial: revisão integrativa e análise crítico-reflexiva
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902024240102ptPalavras-chave:
Bucalidade, Saúde Bucal, Saúde Coletiva, Decolonialidade, Revisão IntegrativaResumo
A hegemonia do modelo biomédico, resultante de eventos históricos, da colonização europeia ao apoio de fundações norte-americanas, é contestada no Brasil após a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). O conceito de bucalidade propõe uma visão ampliada para além desse modelo, destacando a necessidade de alternativas que respeitem a universalidade, integralidade e equidade. Objetivou-se analisar a bucalidade, com uma revisão integrativa e reflexão acerca de seu potencial epistemológico decolonial, com oito estudos incluídos na amostra final. A bucalidade, enquanto alternativa epistemológica, valoriza a boca como território de experiências, contrapondo-se à objetivização. Alinhada às críticas ao viés eurocêntrico da modernidade, mas dialogando com teorias europeias, se aproxima de uma epistemologia fronteiriça. Esta revisão identificou o potencial da bucalidade, para integrar a subjetividade e possibilitar futuras pesquisas focadas nos interesses da saúde bucal brasileira e latino-americana.
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