A graduação em saúde coletiva como estratégia política de re-existência e defesa do sus: trajetória, expectativas e desafios para o futuro
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902024240634ptPalavras-chave:
Saúde Pública, Capacitação de Recursos Humanos em Saúde, Ensino, Sistema Único de SaúdeResumo
Este estudo tem como objetivo discutir a graduação em Saúde Coletiva como estratégia política de re-existência e defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um ensaio que buscou refletir sobre: a trajetória desses cursos no Brasil; os desafios e potencialidades da formação de sanitaristas graduados; as perspectivas de inserção no mundo do trabalho; e o papel político social e sanitário que tem sido desempenhado por esses profissionais. A ideia da criação desses cursos se dá no bojo das discussões da Reforma Sanitária Brasileira que apontaram para a necessidade da reorientação da formação, capaz de responder às complexas demandas de saúde e de fortalecimento do SUS. A construção da proposta, porém, é atravessada por tensões desde o seu nascedouro. O projeto, portanto, demandou desenhos curriculares capazes de materializar os ideais de sua concepção, posteriormente explicitadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais. Como movimento, destaca-se a discussão sobre em que medida os cursos e os projetos pedagógicos têm respondido aos anseios originais e de como as três grandes áreas participam dessa formação. Por fim, como processo, passados mais de 15 anos de implantação dos cursos, assinalam-se importantes questões como o aperfeiçoamento da formação, a inserção no mundo do trabalho e a regulamentação da profissão.
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