A graduação em saúde coletiva como estratégia política de re-existência e defesa do sus: trajetória, expectativas e desafios para o futuro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-12902024240634pt

Palavras-chave:

Saúde Pública, Capacitação de Recursos Humanos em Saúde, Ensino, Sistema Único de Saúde

Resumo

Este estudo tem como objetivo discutir a graduação em Saúde Coletiva como estratégia política de re-existência e defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um ensaio que buscou refletir sobre: a trajetória desses cursos no Brasil; os desafios e potencialidades da formação de sanitaristas graduados; as perspectivas de inserção no mundo do trabalho; e o papel político social e sanitário que tem sido desempenhado por esses profissionais. A ideia da criação desses cursos se dá no bojo das discussões da Reforma Sanitária Brasileira que apontaram para a necessidade da reorientação da formação, capaz de responder às complexas demandas de saúde e de fortalecimento do SUS. A construção da proposta, porém, é atravessada por tensões desde o seu nascedouro. O projeto, portanto, demandou desenhos curriculares capazes de materializar os ideais de sua concepção, posteriormente explicitadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais. Como movimento, destaca-se a discussão sobre em que medida os cursos e os projetos pedagógicos têm respondido aos anseios originais e de como as três grandes áreas participam dessa formação. Por fim, como processo, passados mais de 15 anos de implantação dos cursos, assinalam-se importantes questões como o aperfeiçoamento da formação, a inserção no mundo do trabalho e a regulamentação da profissão.

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Biografia do Autor

  • Vinício Oliveira da Silva, Universidade Federal do Paraná

    Universidade Federal do Paraná (UFPR), Departamento de Saúde Coletiva, Curitiba, PR, Brasil.

  • Alexsandro de Melo Laurindo, Universidade de Brasília

    Universidade de Brasília (UnB), Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Brasília, DF, Brasil.

  • Luis Roberto da Silva, Universidade de São Paulo

    Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, São Paulo, SP, Brasil.

  • Marília Cristina Prado Louvison, Universidade de São Paulo

    Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Saúde Pública, São Paulo, SP, Brasil.

  • Alcides Silva de Miranda, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Escola de Enfermagem, Farroupilha, Porto Alegre, RS, Brasil.

  • Liliana Santos, Universidade Federal da Bahia

    Universidade Federal da Bahia, Instituto de Saúde Coletiva, Salvador, BA, Brasil.

  • Lívia Teixeira de Souza Maia, Universidade Federal de Pernambuco

    Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, Brasil.

Publicado

2025-03-07

Edição

Seção

Dossiê

Como Citar

Silva, V. O. da, Laurindo, A. de M., Silva, L. R. da, Louvison, M. C. P., Miranda, A. S. de, Santos, L., & Maia, L. T. de S. (2025). A graduação em saúde coletiva como estratégia política de re-existência e defesa do sus: trajetória, expectativas e desafios para o futuro. Saúde E Sociedade, 33(4), e240634pt. https://doi.org/10.1590/S0104-12902024240634pt