Transição entre Atenção Primária e especializada no acompanhamento da hipertensão arterial sistêmica: acesso restrito e cuidados descontínuos
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902024230594ptPalavras-chave:
Acesso aos Serviços de Saúde, Continuidade da Assistência ao Paciente, Atenção Integral à Saúde, NiteróiResumo
O objetivo é analisar o acesso à Atenção Especializada (AE) e a continuidade do cuidado na experiência de usuários com hipertensão arterial sistêmica (HAS) na transição entre níveis assistenciais. Foi realizado estudo avaliativo a partir de entrevistas com usuários encaminhados à AE pela Atenção Primária à Saúde (APS). A partir da análise temática, foram identificados três momentos que refletem as experiências dos participantes. O primeiro é a solicitação da “referência para AE”, identificada como o “papel” que obstaculiza o acesso à retaguarda terapêutica e gera insatisfação com a APS. Para “acesso à AE”, usuários e familiares forjavam diversas estratégias, paralelas ou complementares ao uso dos serviços públicos. As barreiras foram mais expressivas para os exames especializados: cerca de ¾ dos usuários buscavam na rede privada, sobretudo em clínicas populares. Na dimensão “continuidade do cuidado”, não havia comunicação entre níveis assistenciais, de modo que as informações clínicas eram transmitidas pelos próprios usuários, comprometendo a coerência da atenção e esgarçando os vínculos, que não se estabeleciam na APS e na AE. As experiências de transição entre os níveis revelam restrições e mitigação do acesso integral à saúde, com reflexos na credibilidade e na satisfação com o sistema público de saúde.
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