O “sujeito migrante venezuelano” no Brasil: concepções de gestoras de serviços de saúde do SUS
DOI :
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025240523ptMots-clés :
SUS, Atenção Básica, Migração Humana, Venezuela, Grupos focaisRésumé
O objetivo deste estudo é analisar as concepções de gestoras dos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre o sujeito venezuelano, bem como as práticas de saúde de suas respectivas equipes de profissionais com a população venezuelana, em um município do interior do Rio Grande do Sul (RS). Trata-se de um estudo qualitativo, que operacionalizou grupos focais com gestoras dos serviços de saúde da região. Os resultados foram submetidos à análise temática indutiva e organizados em dois principais temas: (1) concepções sobre o “sujeito migrante venezuelano” no Brasil; e (2) políticas, estratégias e práticas de saúde e cuidado com a população venezuelana. Identificou-se que as concepções das gestoras apontam para uma vulnerabilização da população venezuelana em diferentes esferas concomitante a uma não diferença em relação aos brasileiros e questionamento dos direitos à saúde da população migrante no Brasil. Além disso, não há políticas públicas de saúde específicas para os migrantes venezuelanos, mas ações em nível interpessoal dos profissionais dos serviços de saúde. Conhecer as especificidades das populações migrantes, como dos venezuelanos, oportuniza o desenvolvimento de políticas públicas de saúde consistentes, sobretudo para a proposição de práticas em saúde mais culturalmente sensíveis.
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