Configurações de cuidado no fim da vida: o caso dos cuidados paliativos no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025250286ptPalavras-chave:
Cuidados Paliativos, Sistemas de Saúde, Institucionalização, Movimentos Sociais em SaúdeResumo
O estudo socioantropológico dos cuidados paliativos no Brasil vem se consolidando nas últimas duas décadas sob o guarda-chuva da sociologia da saúde e da morte. Algumas abordagens adotam perspectiva macro, visando explicar os diferentes contornos tomados pelos cuidados paliativos em cada país ou mesmo propor um determinado modelo, enquanto outras enfatizam a prática paliativa a nível micro, nas interações entre indivíduos em contextos hospitalares ou domiciliares. O presente trabalho analisa os mecanismos de formação das configurações de cuidado no fim da vida, tomando os cuidados paliativos no Brasil como caso. A metodologia é qualitativa, com caráter exploratório e baseada na análise de artigos de revisão e balanço de literatura, documentos institucionais de organizações de saúde e websites dessas organizações. O intuito é estabelecer alguns conceitos operacionalizáveis para investigar modos de institucionalização e legitimação de práticas de saúde-doença a nível nacional e internacional. Assim, objetiva-se delinear um aparato conceitual útil para explicar as relações entre instâncias discursivas, práticas e institucionais no campo circunscrito dos modelos de oferta de cuidados paliativos e, possivelmente, em sistemas de saúde ao largo.
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