O paratexto como instância investigativa da Sociologia da Tradução: o caso de Castella, de Park Min-Gyu

Autores/as

  • Alexsandro Pizziolo Ribeiro Junior Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro image/svg+xml
  • Teresa Dias Carneiro Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-9511.v49.237163

Palabras clave:

paratexto, Sociologia da Tradução, literatura coreana, reescrita, habitus

Resumen

O estudo de caso de Castella (2022, Martin Claret), antologia de Park Min-Gyu, aqui apresentado, demonstra que o paratexto é um espaço que possibilita uma interseção entre os campos dos Estudos Descritivos da Tradução e a Sociologia da Tradução. A partir de Lefevere (1992), Bourdieu (1986), Gouanvic (2005), Chesterman (2006; 2007; 2014), Genette (1989; 2009) e Carneiro (2014) propomos que o paratexto possui a dupla natureza de ser texto, mas não fazer parte do texto traduzido. Nesse limiar, os agentes ressignificam as reescritas ao discursar sobre elas. A partir disso, é possível desenvolver uma reflexão a respeito de seu papel em vista do contexto sociocultural em curso na produção de determinada obra. Os elementos paratextuais evidenciados são o prefácio assinado pelo tradutor Nick Farewell e a capa da antologia, que contém ilustração de Ing Lee, analisados com vistas a destacar o papel de seus agentes.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Alexsandro Pizziolo Ribeiro Junior, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

    Mestre em Letras/Estudos da Linguagem (PUC-Rio). Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

  • Teresa Dias Carneiro, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

    Professora do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Referencias

BOURDIEU, P. The Forms of Capital. In: RICHARDSON, J. G. (org.). Handbook of Theory of Research for the Sociology of Education. Tradução para o inglês: Richard Nice. Westport: Greenwood Press, 1986. p. 241-258.

CARNEIRO, T. D. Contribuições para uma teoria do paratexto do livro traduzido: caso das traduções de obras literárias francesas no Brasil a partir de meados do século XX. Tese (Doutorado em Estudos da Linguagem) – Departamento de Letras, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2014.

CHESTERMAN, A. Questions in the Sociology of Translation. In: DUARTE, J. F.; ROSA, A. A.; SERUYA, T. (org.). Translation Studies at the Interface of Disciplines. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 2006. p. 9-27.

CHESTERMAN, A. Bridge concepts in translation sociology. In: WOLF, M.; FUKARI, A. (org.). Constructing a Sociology of Translation. New York/Amsterdam: John Benjamins, 2007. p. 171-183.

CHESTERMAN, A. O nome e a natureza dos Estudos do Tradutor. Tradução: Patrícia Rodrigues Costa e Rodrigo d’Avila Braga Silva. Belas Infiéis, Brasília, v. 3, n. 2, p. 33-42, 2014.

FAREWELL, N. Introdução. In: PARK, M. Castella. Tradução: Nick Farewell. São Paulo: Martin Claret, 2022.

GENETTE, G. Palimpsestos: la literatura en segundo grado. Tradução para o espanhol: Celia Fernández Prieto. Madrid: Taurus, 1989.

GENETTE, G. Paratextos editoriais. Tradução: Álvaro Faleiros. São Paulo: Ateliê Editorial, 2009.

GERBER, L. Marking the Text: Paratextual Features in German Translations of Australian Children’s Fiction. In: GIL-BARDAJÍ, A.; ORERO, P.; ROVIRA-ESTEVA, S. (org.). Translation Peripheries: Paratextual Elements in Translation. Bern: Peter Lang, 2012. p. 43-61.

GOUANVIC, J. M. A Bourdieusian Theory of Translation, or the Coincidence of Practical Instances. Field, ‘Habitus’, Capital and ‘Illusio’. In: INGHILLERI, M. (org.). Bourdieu and the Sociology of Translation and Interpreting. The Translator, Special Issue. Manchester: St. Jerome, 2005. p. 147-166.

HERMANS, T. Translation studies and a new paradigm. In: HERMANS, T. (org.). The manipulation of literature. London: Croom Helm, 1985. p. 7-15.

HERMANS, T. Translational Norms and Correct Translations. In: VAN LEUVAN-ZART, K. M.; NAAIJKENS, T. (org.). Translation Studies: The State of the Art. Proceedings of the First James S. Holmes Symposium on Translation Studies. Amsterdam/Atlanta: Rodopi, 1991. p. 155-169.

LEFEVERE, A. Translation, Rewriting and the Manipulation of Literary Fame. London/New York: Routledge, 1992.

MCRAE, E. The Role of Translators’ Prefaces to Contemporary Literary Translations into English: An Empirical Study. In: GIL-BARDAJÍ, A.; ORERO, P.; ROVIRA-ESTEVA, S. (org.). Translation Peripheries: Paratextual Elements in Translation. Bern: Peter Lang, 2012. p. 63-82.

PARK, M. Castella. Tradução: Nick Farewell. São Paulo: Martin Claret, 2022.

MUNDAY, J. Introducing Translation Studies: Theories and Applications. London/New York: Routledge, 2016.

SILVA, M. P. A. da; FARIAS, A. C. A transgressão da cultura popular sul-coreana: a hallyu e sua influência no consumo de produtos sul-coreanos. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 7, n. 5, p. 586-600, 2021.

TAHIR-GÜRÇAĞLAR, Ş. What Texts Don’t Tell: The Uses of Paratexts in Translation Research. In: HERMANS, T. (org.). Crosscultural Transgressions: research models in Translation Studies II: historical and ideological issues. Manchester/Northampton: St. Jerome, 2002. p. 44-60.

WU, Y.; SHEN, C. (Ir)reciprocal Relation between Text and Paratext in the Translation of Taiwan’s Concrete Poetry: A Case Study of Chen Li. In: PELLATT, V. (org.). Text, Extratext, Metatext and Paratext in Translation. Cambridge: Cambridge Scholars Publishing, 2013. p. 103-119.

Publicado

2026-11-06

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

Ribeiro Junior, A. P., & Carneiro, T. D. (2026). O paratexto como instância investigativa da Sociologia da Tradução: o caso de Castella, de Park Min-Gyu. Tradterm, 49, 138-161. https://doi.org/10.11606/issn.2317-9511.v49.237163