Discriminación Racial en Brasil: de hipótesis a premisa, sin convertirse en objeto

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2024.222555

Palabras clave:

discriminación, racismo, Ciencias Sosciales, Brasil

Resumen

El campo de estudio sobre las relaciones raciales es uno de los más antiguos y consolidados de las Ciencias Sociales brasileñas. Sin embargo, paradójicamente, aún son escasas las investigaciones centradas en comprender y explicar nuestro racismo, sus mecanismos y características. Además de calificar estas afirmaciones, este texto tiene como objetivo explicar por qué la discriminación racial aún se aborda marginalmente y, sobre todo, delinear las líneas generales de una agenda de investigación que la considere como objeto de estudio. Al parecer, la discriminación racial ha dejado de ser una hipótesis de investigación, reformulada y probada de diferentes maneras entre los años 1970 y 1990, para convertirse en una premisa de los estudios en el campo a partir de los años 2000. Sin embargo, esto ocurrió sin que el racismo se convirtiera en un objeto en sí mismo de la investigación sociológica.

     

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Biografía del autor/a

  • Luiz Augusto Campos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Professor dos programas de pós-graduação em Sociologia e Ciência Política do Instituto de Estudos  Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj), onde coordena o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa) e editora a revista Dados. É autor e coautor de vários artigos e livros, dentre os quais Raça e eleições no Brasil (Zouk, 2020) e Ação afirmativa: conceito, história e debates (Eduerj, 2018). Foi pesquisador visitante na SciencesPo de Paris (2014) e na  Universidade de Nova York (NYU-2020-2021). Participou da coordenação do GT de Relações Raciais da ANPOCS (2016-2018), da AT de Raça e Política da ABCP e do comitê ANPOCS-Digital. Foi representante da coleção de Humanidades no Conselho Consultivo do Scielo (2022-2023), membro do Conselho Consultivo do DataLabe e consultor do podcast Ciência Suja (2023). É bolsista PQ-CNPq (2), JCNE-Faperj e Prociência-Uerj. Foi professor da Unirio (2013-2014), UFRJ (2010), PUC-RJ (2010) e secretário executivo da Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação Política (Compolítica). Em 2021, participou da concepção e organização do prêmio Lélia Gonzalez de Manuscritos Científicos sobre Raça e Política (ABCP, Nexo e Ibirapitanga) e do Atlas Digital das Ciências Sociais (ANPOCS). É colunista do jornal Nexo. Atua em pesquisas sobre desigualdades raciais e democracia, e cienciometria.

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Publicado

2024-08-19

Número

Sección

Dossiê - Desafios analíticos da Sociologia do Racismo no Brasil

Cómo citar

Campos, L. A. (2024). Discriminación Racial en Brasil: de hipótesis a premisa, sin convertirse en objeto. Tempo Social, 36(2), 13-35. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2024.222555