Discriminación Racial en Brasil: de hipótesis a premisa, sin convertirse en objeto
DOI:
https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2024.222555Palabras clave:
discriminación, racismo, Ciencias Sosciales, BrasilResumen
El campo de estudio sobre las relaciones raciales es uno de los más antiguos y consolidados de las Ciencias Sociales brasileñas. Sin embargo, paradójicamente, aún son escasas las investigaciones centradas en comprender y explicar nuestro racismo, sus mecanismos y características. Además de calificar estas afirmaciones, este texto tiene como objetivo explicar por qué la discriminación racial aún se aborda marginalmente y, sobre todo, delinear las líneas generales de una agenda de investigación que la considere como objeto de estudio. Al parecer, la discriminación racial ha dejado de ser una hipótesis de investigación, reformulada y probada de diferentes maneras entre los años 1970 y 1990, para convertirse en una premisa de los estudios en el campo a partir de los años 2000. Sin embargo, esto ocurrió sin que el racismo se convirtiera en un objeto en sí mismo de la investigación sociológica.
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