A paisagem na construção do Bem Viver: O Nhandereko na capital paulista
Palavras-chave:
Paisagem, Bem Viver, Ontologia política, Natureza-cultura, MundosResumo
Este artigo se estrutura a partir de pesquisa de mestrado em andamento e procura articular os campos teórico-prático do Bem Viver, que se apresenta como alternativa decolonial, e da Paisagem, compreendida como a totalidade natureza-cultura constituída na reprodução dos mundos. Enfoca na ‘retomada guarani’ na conquista dos Guarani Mbya do seu território ancestral, a Terra Indígena Tenondé Porã (TITP), no extremo sul de São Paulo, analisando as transformações da paisagem em seus aspectos físicos e simbólicos. A metodologia envolveu revisões teóricas dos debates decolonial (Quijano), ontológico (Latour, Escobar e Blaser) e do Bem Viver (Hidalgo-Capitán, Cubillo-Guevara, Gudynas, Mamani), para compreender suas relações a Paisagem (Santos, Nogué e Ingold) e territorializar na TITP, através do planejamento territorial (APA Capivari-Monos), dos estudos indigenistas (Pierri, Krenak) e exercício empírico e interlocução com lideranças locais da Tekoa Kalipety. Os resultados preliminares destacam a contribuição da Paisagem na construção do Bem Viver, através do fortalecimento político e identitário dos povos originários a partir de elementos chave identificados (autonomia, comunalidade, relacionalidade e sustentabilidade) no Nhandereko, o Bem Viver guarani. Neste cenário, a agricultura reflete os valores ontológicos e epistemológicos do modo de vida Guarani. Neste sentido, a pesquisa reivindica a mobilização da paisagem como ferramenta para uso social.
Downloads
Referências
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2023 Revista V!RUS

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
