A ansiedade dos mestrandos e doutorandos em contabilidade
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1982-6486.rco.2020.172020Palavras-chave:
Ansiedade, Mestrado, Doutorado, Autoeficácia, MotivaçãoResumo
Esta pesquisa teve como objetivo analisar o efeito que a motivação, a autoeficácia e variáveis sociodemográficas exercem sobre a ansiedade dos mestrandos e doutorandos em Contabilidade. A amostra foi composta por 246 mestrandos e 76 doutorandos de todos os programas de mestrado e doutorado em Contabilidade do Brasil. Os instrumentos de coleta de dados utilizados foram o Inventário de Ansiedade Traço, para determinar o nível de ansiedade; a Escala de Autoeficácia Geral Percebida, para levantar o nível de autoeficácia; e a Escala de Motivação Acadêmica, para determinar o nível de motivação intrínseca e extrínseca e de desmotivação. Os dados foram analisados através de regressão linear, utilizando a técnica Stepwise Backward. Os resultados revelaram uma predominância de ansiedade nas discentes do gênero feminino em comparação aos discentes do gênero masculino. Em relação ao objetivo primário do trabalho, concluiu-se que a ansiedade é negativa e significativamente impactada pela autoeficácia. Contudo, ela é positiva e significativamente impactada pela motivação extrínseca por controle externo e pela desmotivação. Concluiu-se, também, que preditores, como o nível de motivação para prosseguir nos estudos, ter idade abaixo de 24 anos, o tipo de pós-graduação (se mestrado ou doutorado), receber apoio psiquiátrico/psicológico, receber bolsa acadêmica, o desempenho e o gênero, são significativos para a análise da ansiedade.
Downloads
Referências
Andrade, L., Gorenstein, C., Viera Filho, A. H., Tung, T. C., & Artes, R. (2001). Psychometric properties of the Portuguese version of the State-Trait Anxiety Inventory applied to college students : factor analysis and relation to the Beck Depression Inventory. Brazilian Journal of Medical and Biological Research, 34(3), 367-374.
Andrade, A. D. S., Tiraboschi, G. A., Antunes, N. A., Viana, P. V. B. A., Zanoto, P. A., & Curilla, R. T. (2016). Vivências acadêmicas e sofrimento psíquico de estudantes de Psicologia. Psicologia: ciência e profissão, 36(4), 831-846.
Araujo, I. R. de. (2015). A motivação de licenciandos em música sob a perspectiva da teoria da autodeterminação. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Bandura, A. (1977). Self-efficacy: Toward a unifying theory of behavioral change. Psychological Review, 84(2), 191-215 ST-Self-efficacy: Toward a unifying the. DOI: https://doi.org/10.1037/0033-295x.84.2.191
Betz, N. E. (1978). Prevalence, distribution, and correlates of math anxiety in college students. Journal of Counseling Psychology, 25(5), 441-448. DOI: https://doi.org/10.1037/0022-0167.25.5.441
Biaggio, A. M. B., Natalício, L., & Spielberger, C. D. (1977). Desenvolvimento da forma experimental em português do Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE) de Spielberger. Arquivos Brasileiros de Psicologia Aplicada, 29(3), 31-44.
Borine, M. S. (2011). Ansiedade, neuroticismo e suporte familiar: Evidência de validade do Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE). Universidade São Francisco. Retrieved from http://dsv.usf.edu.br/galeria/getImage/427/606054467274901.pdf
Bueno, M. (2002). As Teorias de motivação humana e a sua contribuição para a empresa humanizada: um tributo a Abraham Maslow. Revista do Centro de Ensino Superior de Catalão - CESUC, 6, 1-25.
Bzuneck, J. A. (2001). As crenças de auto-eficácia e o seu papel na motivação do aluno. In E. Vozes (Ed.), A motivação do aluno: contribuições da psicologia contemporânea. (Vol. 1o, pp. 166–133). Petrópolis. Retrieved from http://www.uky.edu/~eushe2/Pajares/Bzuneck2.pdf
Castillo, A., Recondo, R., Asbahr, F. R., & Manfro, G. (2000). Transtornos de ansiedade. Revista Brasileira de Psiquiatria (Supl II), 22(m), 20-25. DOI: https://doi.org/10.1590/S1516-44462000000600006
Clark, D. A., & Beck, A. T. (2012). Terapia cognitiva para os transtornos de ansiedade. Porto Alegre: Artmed.
Conselho de Educação Superior (1965). Parecer n. 977/65. Definição dos cursos de pós-graduação necessidade da pós-graduação.
Conselho Federal de Contabilidade (2003). Legislaçaõ da profissão contábil (1st ed.). Brasília: Conselho Federal de Contabilidade. Retrieved from https://cfc.org.br/wp-content/uploads/2015/12/legis_profcontabil.pdf
Evans, T. M., Bira, L., Gastelum, J. B., Weiss, L. T., & Vanderford, N. L. (2018). Evidence for a mental health crisis in graduate education. Nature Biotechnology, 36(3), 282-284. DOI: https://doi.org/10.1038/nbt.4089
Fairchild, A. J., Horst, S. J., Finney, S. J., & Barron, K. E. (2005). Evaluating existing and new validity evidence for the Academic Motivation Scale. Contemporary Educational Psychology, 30(3), 331-358. DOI: https://doi.org/10.1016/j.cedpsych.2004.11.001
Fioravanti, A. C. M. (2006). Propriedades Psicométricas do Inventário de Ansiedade Traço-Estado ( IDATE ) A. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Garcia-Williams, A. G., Moffitt, L., & Kaslow, N. J. (2014). Mental health and suicidal behavior among graduate students. Academic psychiatry, 38(5), 554-560.
Horta, R. L., Horta, B. L., & Horta, C. L. (2012). Uso de drogas e sofrimento psíquico numa universidade do Sul do Brasil. Psicologia em Revista, 18(2), 264-276.
Iqbal, S., Gupta, S., & Venkatarao, E. (2018). Stress , anxiety & depression among medical undergraduate students & their socio-demographic correlates. Indian Journal of Medical Research, 141(3), 354-357.
Iudícibus, S. de, Martins, E., & Carvalho, L. N. (2005). Contabilidade: Aspectos relevantes da epopeia de sua evolução. Revista Contabilidade & Finanças, 38, 7-19.
Lei n. 9.394 (1996). Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília.
Levecque, K., Anseel, F., Beuckelaer, A., Van der Heyden, J., & Gisle, L. (2017). Work organization and mental health problems in PhD students. Research Policy, 46(4), 868-879. DOI: https://doi.org/10.1016/j.respol.2017.02.008
Lewinsohn, P. M., Gotlib, I. H., Lewinsohn, M., Seeley, J. R., & Allen, N. B. (1998). Gender Differences in Anxiety Disorders and Anxiety Symptoms in Adolescents. Journal of Abnormal Psychology, 107(I), 109-117. DOI: https://doi.org/10.1037//0021-843X.107.1.109
Maslow, A. H. (1943). A theory of human motivation. Psychological Review, 50(4), 370-396. DOI: https://doi.org/10.1037/h0054346
Neiva, J. F. de O. (2010). Estabelecimento de metas e ansiedade traço na aquisição de habilidades motoras. Universidade de São Paulo.
Nogueira, C., & Mesquita, A. P. (1992). Autoeficácia e ansiedade: aplicações na consulta psicológica. Jornal de Psicologia, 10(3), 16-22.
Oliveira, C. A. D. (2019). Ansiedade, depressão e estresse, uso de álcool e outras drogas e a satisfação de discentes de pós-graduação stricto sensu. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Amapá, Macapá, AP, Brasil.
Patton, G. C., Coffey, C., Sawyer, S. M., Viner, R. M., Haller, D. M., Bose, K., ... & Mathers, C. D. (2009). Global patterns of mortality in young people: a systematic analysis of population health data. The lancet, 374(9693), 881-892.
Reis, C. F., Miranda, G. J., & Freitas, S. C. (2017). Ansiedade e desempenho acadêmico : Um estudo com alunos de Ciências Contábeis. Advances in Scientic and Applied Accouting, 10(3), 319-333.
Ryan, R. M., & Deci, E. L. (2000). Intrinsic and extrinsic motivations: Classic definitions and new directions. Contemporary Educational Psychology, 25(1), 54-67. DOI: https://doi.org/10.1006/ceps.1999.1020
Schunk, D. H. (1991). Self-efficacy and Academic Achievement. Sociological Perspectives, 26(3 & 4), 207-231. DOI: https://doi.org/10.1177/0731121416629993
Schunk, D. H., & Pajares, F. (2001). The development of academic Self-Efficacy. In A. Wigfield & J. S. Eccles (Eds.), Development of achievement motivation (7th ed.). San Diego: Academic Press.
Schwarzer, R., Bäßler, J., Kwiatek, P., Schröder, K., & Zhang, J. X. (1997). The assessment of optimistic self-beliefs: Comparison of the German, Spanish, and Chinese versions of the general self-efficacy scale. Applied Psychology, 46(1), 69-88. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1464-0597.1997.tb01096.x
Serpa, A. L. de O. (2012). Autoeficácia , autoconceito e ansiedade em uma avaliação em larga escala e sua relação com o desempenho escolar. Universidade Federal de Juiz de Fora.
Simon, A., & Thomas, A. (1983). Test data for the State-Trait Anxiety Inventory for British Further Education, Certificate of Education and B.Ed. students. Personality and Individual Differences, 4(2), 199-200. DOI: https://doi.org/10.1016/0191-8869(83)90020-X
Smith, R. E. (1989). Effects of coping skills training on generalized self-efficacy and locus of control. Journal of Personality and Social Psychology, 56(2), 228-233. DOI: https://doi.org/10.1037/0022-3514.56.2.228
Sobral, D. T. (2003). Motivação do aprendiz de medicina : Uso da Escala de Motivação Acadêmica. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 19(1), 25-31. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-37722003000100005
Spielberger, C. D. (Ed.). (1966). Anxiety and Behavior. New York and London: Academic Press.
Spielberger, C. D. (1972). Anxiety: Current Trends in Theory and Research. Anxiety as an Emotional State, 250. DOI: https://doi.org/10.1017/CBO9781107415324.004
Spielberger, C. D., & Gorsuch, R. L. (1966). Mediating processes in verbal conditioning. Report to National Institute of Mental Health.
Spielberger, C. D., Gorsuch, R. L., & Lushene, R. E. (1970). Manual for the state-trait anxiety inventory.
Spielberger, C. D., Gorsuch, R. L., & Lushene, R. E. (1979). Inventário de ansiedade traço-estado. Rio de Janeiro: CEPA.
Teixeira, J., Dias, A., & Dell’Aglio, D. (2012). Propriedades Psicométricas da Escala de Autoeficácia Geral Percebida (EAGP). Psico, 43(7), 139-146. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1746-1561.2005.00034.x
Tyssen, R., & Vaglum, P. (2002). Mental health problems among young doctors: an updated review of prospective studies. Harvard review of psychiatry, 10(3), 154-165.
Vallerand, R. J. (1997). Toward a hierarchical model of intrinsic and extrinsic motivation. Advances in Experimental Social Psychology, 29, 271-360. DOI: https://doi.org/10.1016/S0065-2601(08)60019-2
Vallerand, R. J., Pelletier, L. G., Blais, M. R., Briere, N. M., Senecal, C., & Vallières, É. F. (1992). The academic motivation scale: A measure of intrinsic, extrinsic, and amotivation in education. Educational and Psychological Measurement, 52, 1003-1017. DOI: https://doi.org/10.1177/0013164492052004025
Viana, G. S. (2012). Atitude e motivação em relação ao desempenho acadêmico de alunos do curso de graduação em administração em disciplinas de estatística. Universidade de São Paulo.
Weiner, B. (1990). History of motivational research in education. Journal of Educational Psychology, 82(4), 616-622. DOI: https://doi.org/10.1037/0022-0663.82.4.616
Weiner, I. B., & Craighead, W. E. (Eds.). (2009). The Corsini Encyclopedia of Psychology (3rd ed.). John Wiley & Sons Inc.
White, W. R. (1975). Motivation reconsidered: The concept of competence. In P. H. Mussem, J. J. Conger, & J. Kagan (Orgs.) (Eds.), Basic and contemporary issues in developmental psychology (pp. 230-266). Harper & Row.
Witter, G. P. (1984). Aprendizagem e motivação. In G. P. Witter & J. F. P. Lomanaco (Eds.), Psicologia da Aprendizagem (pp. 37-57). São Paulo: EPU.
Wooldridge, J. M. (2010). Econometric analysis of cross section and panel data. MIT press.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2020 Revista de Contabilidade e Organizações

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
A RCO adota a política de Acesso Livre (Libre Open Access), sob o acordo padrão Creative Commons (CC BY-NC-ND 4.0). O acordo prevê que:
- A submissão de texto autoriza sua publicação e implica compromisso de que o mesmo material não esteja sendo submetido a outro periódico. O original é considerado definitivo;
- Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attributionque permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com necessário reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista;
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre);
- A revista não paga direitos autorais aos autores dos textos publicados;
- O detentor dos direitos autorais da revista, exceto os já acordados no acordo de Libre Open Access (CC BY-NC-ND 4.0), é o Departamento de Contabilidade da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
Não são cobradas taxas de submissão ou de publicação.
São aceitos até 4 autores por artigo. Casos excepcionais devidamente justificados poderão ser analisados pelo Comitê Executivo da RCO. São considerados casos excepcionais: projetos multi-institucionais; manuscritos resultantes da colaboração de grupos de pesquisa; ou que envolvam grandes equipes para coleta de evidências, construção de dados primários e experimentos comparados.
É recomendada a ordem de autoria por contribuição, de cada um dos indivíduos listados como autores, especialmente no desenho e planejamento do projeto de pesquisa, na obtenção ou análise e interpretação de dados e redação. Os autores devem declarar as efetivas contribuições de cada autor, preenchendo a carta ao editor, logo no início da submissão, responsabilizando-se pelas informações dadas.
É permitida a troca de autores durante todo o processo de avaliação e, antes da publicação do manuscrito. Os autores devem indicar a composição e ordem final de autoria no documento assinado por todos os envolvidos no aceite para publicação. Caso a composição e ordem de autoria seja diferente da informada anteriormente no sistema, todos autores anteriormente listados deverão se manifestar favoráveis.
No caso de identificação de autoria sem mérito ou contribuição (ghost, guest or gift authorship), a RCO segue o procedimento recomendado pela COPE.