Pressupostos, salvo engano, de uma divergência nada silenciosa: Natividade, Abel Barros Baptista e Roberto Schwarz
DOI:
https://doi.org/10.11606/c3w8yr96Palabras clave:
Roberto Schwarz, Abel Barros Baptista, Gayatri Spivak, Natividade, Crítica literáriaResumen
Discutiremos os pontos de Roberto Schwarz e Abel B. Baptista, baseados na dicotomia fora/dentro, em torno da crítica machadiana e o valor do lugar do "estrangeiro". A importância do local e da superação do mesmo é debatida para se pensar certa postura que se constrói enquanto restritiva e excludente para ambos: se em Schwarz isso aparece com a primazia do nacional, em Baptista é sua versão da hospitalidade que o torna aporético, quando pensa o comparatismo. Por fim, as conclusões retomam Schwarz, quando se nota o sequestro de um nome (Gayatri C. Spivak) e, ao parafrasearmos alguns pontos da autora, buscamos demonstrar que é possível unir, de forma que Schwarz e Baptista não concordam, as teorias que ambos tentam defender como únicas possíveis para análise pois, em Spivak, muitas vezes, se observa a exata junção do comparatismo e do marxismo para a construção argumentativa.
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