Intervenções educacionais em sala de espera para pacientes com esclerose sistêmica: uma série de casos e relato de experiência
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.23170190.v33e239753Palavras-chave:
Educação de Pacientes como Assunto, Escleroderma Sistêmico, Salas de Espera, Equipe de Assistência ao Paciente, Terapia OcupacionalResumo
Objetivo: Descrever a realização de intervenções educacionais para pacientes com esclerose sistêmica (SSc), em sala de espera, e avaliar, qualitativamente, seu impacto nas suas atividades de vida diária a médio prazo. Método: Nesta série de casos, pacientes com SSc atendidos em um serviço terciário ambulatorial de reumatologia foram convidados a participar de sessões educacionais breves (de 30 minutos) enquanto aguardavam sua consulta médica. As sessões abordaram temas como exercícios terapêuticos, técnicas de proteção articular e conservação de energia e uso de tecnologias assistivas. Cartilhas de orientação aos pacientes que abordam as manifestações da SSc e estratégias de autogestão foram apresentadas e distribuídas para os pacientes. Seis meses após a intervenção, alguns pacientes foram entrevistados para avaliar, qualitativamente, mudanças nas rotinas diárias e na compreensão sobre a doença. Resultados: Trinta e seis pacientes (duração média da SSc: 13 ± 9 anos), com comprometimento sistêmico (86%) e disfunções nas mãos (89%) frequentes foram incluídos. Eles participaram ativamente e aceitaram bem as intervenções. Dezesseis pacientes foram entrevistados seis meses após a intervenção. Todos relataram que as sessões melhoraram sua compreensão e sua capacidade de lidar com sua doença, e 14 (87,5%) descreveram mudanças em suas rotinas diárias baseadas nas orientações recebidas. Conclusões: Intervenções educacionais para pacientes na sala de espera são uma estratégia educacional de baixo custo, eficiente e bem aceita.
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