Desafios em tecnologias assistivas, panorama atual da Rede de Reabilitação Lucy Montoro e perspectivas futuras
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2317-0190.v33e249090Palavras-chave:
Reabilitação, Tecnologia Assistiva, Próteses e Órteses, Financiamento da Assistência à Saúde, Sistema Único de SaúdeResumo
A Rede Lucy Montoro é referência na reabilitação interdisciplinar e na dispensação de tecnologias assistivas (TA) em São Paulo. Este estudo analisa os desafios da assistência e do financiamento no setor de Medicina Física e Reabilitação frente ao aumento das deficiências físicas adquiridas. Destaca-se a atuação das unidades da capital paulista que, além da confecção e manutenção de órteses e próteses, integram-se à Bioengenharia para inovação tecnológica. Dados de maio de 2026 revelam uma demanda reprimida significativa: apenas no IMREA-HCFMUSP, 1.541 pacientes aguardavam dispensação de TA, com destaque para a clínica de amputados, onde 388 próteses estavam pendentes. O principal entrave identificado é o subfinanciamento público. A análise comparativa demonstra uma defasagem crítica entre a Tabela Unificada do Sistema Único de Saúde (SUS) e os valores de mercado, chegando a 464% em itens como a substituição de pé. Conclui-se que a sustentabilidade do cuidado e a garantia da autonomia e inclusão social dos pacientes dependem de estratégias urgentes, incluindo: revisão e atualização periódica da Tabela SUS baseada em índices inflacionários; incorporação de novos itens e tecnologias; inclusão de verbas para manutenção e reparos; e políticas de incentivo à indústria nacional. A articulação entre financiamento, inovação e organização da rede de atenção é essencial para mitigar filas e promover a equidade no acesso às tecnologias assistivas no SUS.
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Referências
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