Behind the door: Practices around the domestic material life of the Rodrigues da Silveira Family in a Rural Neighborhood of São Paulo, 19th and 20th centuries
DOI:
https://doi.org/10.11606/1982-02672025v33e38Keywords:
Ways of life, Rural daily life, Domestic environment, Itu, Material lifeAbstract
The changes in the Brazilian in the political-economic sphere at the end of the 19th century failed to change “life on the ground floor.” This study aims to study the material culture of the domestic environment of the Rodrigues da Silveira family, farmers of small and medium possessions in the neighborhood of Varejão between the municipalities of Itu, Sorocaba, and São Roque, investigating its characteristics from what is described by post mortem inventories, the information of which was crossed with the relevant bibliography, including literary works, which helped to elucidate the rural daily life of this social group. Even with the difficulty of imagining the furniture and other objects in their respective rooms, this study aimed to reflect, based on the practices that involved them, the ways of life of the residents, possibly marked by such belongings. The acts of sitting to talk, storing, sleeping, or cooking are closely linked to domestic fret. Thus, together with the ways of living of the farmers, material life has undergone few transformations, retaining a rusticity and modesty in the internal space of the rural dwellings of the analyzed region.
Downloads
References
Fontes manuscritas
Arquivo do Museu Republicano “Convenção de Itu”
Inventários post mortem do 1º ofício de Itu:
Ângelo Rodrigues da Silveira, 1873, maço 104
Antonio de Oliveira Camargo, 1870, maço 97
Antonio Joaquim da Silveira, 1878, maço 114-A
Francisca Rodrigues da Silveira, 1906, maço 174
Gertrudes Blandina de Arruda, 1891, maço 140
Joaquim da Silveira Leite, 1865, maço 86-A
Joaquim de Oliveira Araújo, 1874, maço 106
Joaquim José da Silveira, 1883, maço 123-A
Joaquim Rodrigues de Arruda, 1871, maço 100
José Antonio Martins, 1878, maço 114-B
José Rodrigues da Silveira, 1913, maço 187-B
Maria Rodrigues da Silveira, 1872, maço 101
Pedro da Silveira Leite, 1875, maço 108
Pedro Rodrigues da Silveira Morais, 1896, maço 148-A
Salvador Rodrigues Fão e Albina da Silveira Leite, 1869, maço 95
Inventários post mortem do 2º ofício de Itu:
Alexandrina Rodrigues da Silveira, 1904, maço 118
Ana Florinda de Arruda, 1910, maço 121
Ana Justina da Silveira, 1894, maço 59
Ana Pedroso de Morais, 1894, maço 58
Isaura Ismênia Dias Aranha, 1949, maço 173
Joaquim Rodrigues da Silveira, 1908, maço 76
José Rodrigues da Silveira Morais, 1897, maço 180
Manoel Rodrigues da Silveira, 1908, maço 85
Arquivo Público do Estado de São Paulo:
Índice dos Registros Paroquiais de Terras da Vila de São Roque, livro nº 33, 2020
Fontes impressas
BRASIL. Ministério da Agricultura, Industria e Commercio. Serviço de Inspeção e Defesa Agrícolas. Questionários sobre as condições da agricultura dos 173 municípios do Estado de S. Paulo: de abril de 1910 a janeiro de 1912. Rio de Janeiro: Tipografia do Serviço de Estatística, 1913.
MENDONÇA, Antonio Manoel de Mello Castro e. Memória econômico-política da Capitania de São Paulo. Anais do Museu Paulista, São Paulo, v. 15, 1961.
Livros, artigos e teses
ABRAHÃO, Eliane Morelli. Mobiliário e utensílios domésticos dos lares campineiros (1850-1900). Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2008.
APPADURAI, Arjun. A vida social das coisas: as mercadorias sob uma perspectiva cultural. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2008.
ALGRANTI, Leila M. “Famílias e vida doméstica”. In: SOUZA, Laura de Mello e (org.). História da vida privada no Brasil: Colônia. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 83-154.
ALMEIDA, Aluísio de. Vida quotidiana da Capitania de São Paulo (1722-1822). São Paulo: Pannartz, 1975.
ALMEIDA, Adilson José de. Sociedade armada: o modo senhorial de atuação no Brasil Império. Anais do Museu Paulista, São Paulo, v. 23, n. 2. p. 93-138, 2015. DOI: 10.1590/198202672015v23n0204.
ANDRADE, Francisco de Carvalho Dias de. A memória das máquinas: um estudo de história da técnica em São Paulo. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2010.
ARAÚJO, Alceu Maynard. Ciclo agrícola, calendário religioso e magias ligadas à plantação. Revista do Arquivo Municipal, São Paulo, v. 159, p. 14-155, 1957. DOI: 10.1590/S0101-47142004000100016.
ARAÚJO, Alceu Maynard. Folclore nacional: ritos, sabença, linguagem, artes e técnicas. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1964. v. 3.
ARAÚJO, Maria Lúcia V. Os interiores domésticos após a expansão da economia exportadora paulista. Anais do Museu Paulista, São Paulo, v. 12, n. 1, p. 129-160, 2004.
BASSO, Rafaela. A cultura alimentar paulista: uma civilização do milho? (1650-1750). São Paulo: Alameda, 2014.
BASSO, Rafaela. O milho sertão adentro. In: DÓRIA, Carlos Alberto (org.). O milho na alimentação brasileira. São Paulo: Alameda, 2021. p. 69-91.
BORREGO, Maria Aparecida de M. Laços familiares e aspectos materiais da dinâmica mercantil na cidade de São Paulo (séculos XVIII e XIX). Anais do Museu Paulista, São Paulo, v. 18. n. 1, p. 11-41, 2010. DOI: 10.1590/S0101-47142010000100002.
BORREGO, Maria Aparecida de M. Artefatos e práticas sociais em torno das refeições (São Paulo, séculos XVIII e XIX). Varia História, Belo Horizonte, v. 32, n. 58, p. 101-137, 2016.
BRAUDEL, Fernand. Civilização material, economia e capitalismo: séculos XV-XVIII (As estruturas do cotidiano). São Paulo: Martins Fontes, 1995.
BRUNO, Ernani Silva. História do Brasil Geral e Regional: São Paulo e o Sul (vol. V). São Paulo: Cultrix, 1967.
BRUNO, Ernani Silva. História e tradições da cidade de São Paulo: arraial de sertanistas (1554-1828). 4. ed. São Paulo: Hucitec, 1991. v. 1.
BRUNO, Ernani Silva. Equipamentos, usos e costumes da casa brasileira – 5: equipamentos. São Paulo: Museu da Casa Brasileira, 2001.
DEL PRIORE, Mary; VENÂNCIO, Renato. Uma história da vida rural no Brasil. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006.
DÓRIA, Carlos Alberto (org.). O milho na alimentação brasileira. São Paulo: Alameda, 2021.
DÓRIA, Carlos Alberto; BASTOS, Marcelo Corrêa. A culinária caipira da Paulistânia. São Paulo: Três Estrelas, 2018.
FLANDRIN, Jean-Louis; MONTANARI, Massimo (org.). História da alimentação. São Paulo: Estação Liberdade, 1998.
FLORENCE, Hércules. O caminho do sertão. In: BRUNO, Ernani Silva (org.). História do Brasil Geral e Regional: São Paulo e o Sul (vol. V). São Paulo: Cultrix, 1967. p. 71-85.
GONÇALVES, Luís Fernando T. As transformações nas práticas alimentares paulistas (Itu, 1873-1888). Dissertação (Mestrado em História Social) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. São Paulo”. In: História Geral da Civilização Brasileira: o Brasil Monárquico. 4. ed. São Paulo: DIFEL, 1978. p. 415-472. tomo II, v. 2.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e fronteiras. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
KOPYTOFF, Igor. A biografia cultural das coisas: a mercantilização como processo. In: APPADURAI, Arjun. A vida social das coisas: as mercadorias sob uma perspectiva cultural. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2008. p. 89-121.
LEMOS, Carlos. Cozinhas etc. São Paulo: Perspectiva, 1978.
LEMOS, Carlos. História da casa brasileira. São Paulo: Contexto, 1989.
LEMOS, Carlos. Casa paulista: história das moradias anteriores ao ecletismo trazido pelo café. São Paulo: EDUSP, 2015.
LIMA, Rossini Tavares de. Manifestações folclóricas em São Paulo. In: BRUNO, Ernani Silva (org.). São Paulo: terra e povo. Porto Alegre: Globo, 1967. p. 167-189.
LOBATO, Monteiro. A barca de Gleyre. 3. ed. São Paulo: Brasiliense, 1950.
LOBATO, Monteiro. A última entrevista. In: Conferências, artigos e crônicas. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1961. p. 339-349.
LUNA, Francisco Vidal. São Paulo no século XVIII. São Paulo: Imprensa Oficial, 2011.
MACHADO, José de Alcântara. Vida e morte do bandeirante. São Paulo: Empresa gráfica da Revista dos Tribunais, 1929.
MACHADO, Leão. Espigão da Samambaia. In: BRUNO, Ernani Silva (org.). O planalto e os cafezais. São Paulo: Cultrix, 1962. p. 263-276.
MARANHO, Milena Fernandes. A opulência relativizada: níveis de vida em São Paulo do século XVII (1648-1682). Bauru: EDUSC, 2010.
MARINS, Paulo César Garcez. A vida cotidiana dos paulistas: moradias, alimentação, indumentaria. In: SETUBAL, Maria Alice. Modos de vida dos paulistas: identidades, famílias e espaços domésticos. São Paulo: Cenpec/Imprensa Oficial, 2004. p. 89-190.
MARTINEZ, Claudia Eliane Parreiras Marques. Família e cultura material no século XIX. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA, 22., 2003, João Pessoa. Anais […]. São Paulo: Anpuh,
MARTIUS, Carl Friedrich von. O pouso e os cargueiros. In: BRUNO, Ernani Silva (org.). História do Brasil Geral e Regional: São Paulo e o Sul (vol. V). São Paulo: Cultrix, 1962. p. 39-54.
MENDONÇA, Antonio Manoel de Mello Castro e. Memória econômico-política da Capitania de São Paulo. Anais do Museu Paulista, vol. XV. São Paulo: Museu Paulista, 1961, p. 83-247. DOI: 10.11606/1982-02671961TomoXVe2.
MONTANARI, Massimo. Comida como cultura. 2. ed. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2013.
NAZZARI, Muriel. Dotes paulistas: composição e transformações (1600-1870). Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 9, n. 17, p. 87-100, 1989.
PETRONE, Maria Theresa S. A lavoura canavieira em São Paulo. São Paulo: Difel, 1968.
PIRES, Cornélio. Conversas ao pé do fogo. Itu: Ottoni editora, 2002.
QUINZANI, Suely Sani Pereira.; PEIXOTO, Daniela Vilela; CORRÊA, Ana Alice Silveira Revivendo a tradição: a doçaria típica da cidade de Itu no período do século XVI ao XIX. ANAIS DO XXIII ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-SP, 2016.
REDE, Marcelo. História e Cultura Material. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (org.). Novos Domínios da História. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. p. 133-150.
ROCHE, Daniel. História das coisas banais: nascimento do consumo nas comunidades tradicionais (séculos XVII-XIX). Lisboa: Teorema, 1998.
ROCHE, Daniel. O povo de Paris: ensaio sobre a cultura popular no século XVIII. São Paulo: EDUSP, 2004.
SANCHES, Durce Gonçalves. O modo de vida do caipira em obras de Almeida Júnior. 2. ed. Itu: Ottoni editora, 2011.
SANCHES, Durce Gonçalves. Cozinha caipira. Salto: FoxTablet, 2024.
SARTI, Raffaella. Casa e família: habitar, comer e vestir na Europa Moderna. Lisboa: Estampa, 2001.
SCHMIDT, Carlos Borges. O milho e o monjolo. Rio de Janeiro: Ministério da Agricultura; Serviço de Informação Agrícola, 1967.
SILVA, João Luiz Máximo da. Trajetória histórica das técnicas de transformação do milho. In: DÓRIA, Carlos Alberto (org.). O milho na alimentação brasileira. São Paulo: Alameda, 2021. p. 93-115.
SILVEIRA, Leonardo Augusto de Oliveira Rodrigues da. Senhores e lavradores: vida rural em uma época de transição (Itu, 1869-1914). 2024. Dissertação (Mestrado em História Social) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024.
SIQUEIRA, Lucília. Bens e costumes na Mantiqueira: o Município de Socorro no prelúdio da cafeicultura paulista. São Paulo: CLA, 2005.
SUANO, Marlene. Alfaias, apetrechos, tarecos, trecos: os móveis. In: MENESES, Ulpiano B. de. Como explorar um museu histórico. São Paulo: Museu Paulista da USP, 1992. p. 15-18.
THOMAS, Keith. O homem e o mundo natural. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
WILLEMS, Emílio. Uma vila brasileira: tradição e transição. São Paulo: Difel, 1961.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Leonardo Augusto de Oliveira Rodrigues da Silveira

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
