Sazonalidade na dinâmica folicular ovariana e produção embrionária em novilhas da raça Guzerá

Autores

  • Reubes Valério da Gama Filho Universidade Estadual do Norte Fluminense, Laboratório de Zootecnia e Nutrição Animal, Campos dos Goytacazes, RJ
  • Francisco Aloizio Fonseca Universidade Estadual do Norte Fluminense, Laboratório de Zootecnia e Nutrição Animal, Campos dos Goytacazes, RJ
  • Vanessa Gomes Ueno Universidade Estadual do Norte Fluminense, Laboratório de Melhoramento Genético Animal, Campos dos Goytacazes, RJ
  • Reginaldo da Silva Fontes Universidade Estadual do Norte Fluminense, Laboratório de Melhoramento Genético Animal, Campos dos Goytacazes, RJ
  • Célia Raquel Quirino Universidade Estadual do Norte Fluminense, Laboratório de Melhoramento Genético Animal, Campos dos Goytacazes, RJ
  • José Leonardo Gualberto Ramos Universidade Estadual do Norte Fluminense, Laboratório de Zootecnia e Nutrição Animal, Campos dos Goytacazes, RJ

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2007.26607

Palavras-chave:

Dinâmica folicular, Estresse térmico, Gado, Guzerá, Embriões, Superovulação

Resumo

Objetivou-se avaliar os efeitos da sazonalidade sobre a dinâmica folicular ovariana e analisar a influência de temperaturas elevadas no desenvolvimento embrionário inicial em novilhas da raça Guzerá. Seis animais foram sincronizados e o dia do estro foi considerado D0. A dinâmica folicular foi acompanhada por dois ciclos estrais consecutivos, na época 1 (verão) e 2 (inverno), utilizando-se um ultra-som Scanner 200 Vet (Pie Medical). Após nove dias do término do segundo ciclo estral, todos os animais iniciaram o tratamento superovulatório, com duração de quatro dias. Os animais foram inseminados artificialmente, 12 e 24 horas após a detecção do estro. A coleta dos embriões foi realizada sete dias após a primeira inseminação. Houve efeito sazonal no número de ondas foliculares, com maior prevalência de ciclos com uma onda no verão. O intervalo estral e ovulatório apresentaram maior duração no verão. Foi encontrado efeito significativo de época sobre a duração do crescimento do folículo ovulatório, ocorrendo maior persistência no verão. A taxa de crescimento folicular foi menor no verão. A temperatura retal oscilou entre as épocas, evidenciando a influência (P< 0,05) da estação do ano sobre a temperatura corporal interna. O THI (índice de temperatura e umidade) observado no verão foi 94 e no inverno 86, sugerindo a condição de estresse dos animais. O número de estruturas viáveis foi maior na época 2, sugerindo os efeitos de época sobre a fertilização dos oócitos. As concentrações de progesterona não apresentaram efeito de época. As alterações na dinâmica folicular em decorrência do estresse térmico, tais como, taxa de crescimento folicular diminuída e aumento na duração do crescimento folicular, podem comprometer a qualidade do oócito e afetar a subseqüente funcionalidade do corpo lúteo.

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Referências

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Publicado

2007-12-01

Edição

Seção

NÃO DEFINIDA

Como Citar

1.
Gama Filho RV da, Fonseca FA, Ueno VG, Fontes R da S, Quirino CR, Ramos JLG. Sazonalidade na dinâmica folicular ovariana e produção embrionária em novilhas da raça Guzerá. Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci. [Internet]. 1º de dezembro de 2007 [citado 6º de fevereiro de 2026];44(6):422-7. Disponível em: https://revistas.usp.br/bjvras/article/view/26607