Anticorpo protetor anti influenza humana detectado em cavalos, como virose zoonótica

Autores

  • Dalva Assunção Portari Mancini Instituto Butantan, Laboratório de Virologia, São Paulo, SP
  • Rita Maria Zucatelli Mendonça Instituto Butantan, Laboratório de Virologia, São Paulo, SP
  • José Ricardo Pinto Instituto Butantan, Laboratório de Virologia, São Paulo, SP
  • Enio Mori Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Clínica Médica, São Paulo, SP
  • Wilson Roberto Fernandes Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Clínica Médica, São Paulo, SP

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1413-95962004000600004

Palavras-chave:

Influenza eqüina, Influenza humana, Teste da Inibição da Hemaglutinação, Reação Cruzada, Resposta de Proteção

Resumo

O objetivo deste estudo foi investigar em cavalos, a incidência do vírus influenza e seu ciclo de transmissão interespécies. Portanto, levantamento sorológico foi realizado em soro de cavalos, confrontados com ambas cepas, as específicas (eqüino) e não específicas (humana) deste vírus. Sangrias de cavalos realizadas nos anos de 1999 e de 2000, forneceram soros que, após tratamento com Caolim (20%) e hemácias de galo(50%) para remoção dos anticorpos inespecíficos, foram titulados contra ambas referidas cepas, através do teste de Inibição da Hemaglutinação (recomendado pela OMS). Os resultados, demonstraram que as respostas sorológicas dos cavalos apresentaram reação cruzada entre as cepas específicas e as não específicas. As porcentagens de títulos IH obtidos foram de 62,75% e de 60,65% para as cepas específicas A/Eq1 (H7N7) e A/Eq2 (H3N8), respectivamente. E às cepas não específicas essas porcentagens foram de: 79,05% para A (H1N1), de 94,45% para A (H3N2) e de 77,75% ao tipo B. O mais relevante nestes dados comparativos com vírus influenza, foi a alta porcentagem de resposta protetora à cepa não específica comparada àquela específica, detectada nos soros eqüinos. Considerando o fato de que o tipo B, deste vírus, ser restrito à espécie humana, portanto a resposta de proteção nos cavalos sugere uma direta transmissão interspécies, como em viroses zoonóticas. Os autores relatam pela primeira vez este tipo de evento no Brasil.

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Publicado

2004-11-01

Edição

Seção

NÃO DEFINIDA

Como Citar

1.
Mancini DAP, Mendonça RMZ, Pinto JR, Mori E, Fernandes WR. Anticorpo protetor anti influenza humana detectado em cavalos, como virose zoonótica. Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci. [Internet]. 1º de novembro de 2004 [citado 3º de janeiro de 2026];41(6):379-83. Disponível em: https://revistas.usp.br/bjvras/article/view/6303