Clausura e(m) movimento na literatura de Roberto Bolaño
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2317-9651.i31p645-673Palavras-chave:
Roberto Bolaño, clausura, movimento, fronteira, narrativaResumo
Este artigo analisa de que forma clausura e movimento se tensionam na obra de Roberto Bolaño, especialmente em Amuleto. Por meio de uma abordagem crítica e teórica ancorada em autores como Gloria Anzaldúa, Gilles Deleuze e Félix Guattari, Judith Butler e Rita Segato, a ideia é compreender o enclausuramento não apenas como limitação física, mas como movimentação estética, afetiva e epistêmica. A fronteira, como figura liminar, aparece como central para o entendimento da errância das personagens e da estrutura narrativa construída por Bolaño, na medida em que configura um espaço de criação e de crise. A literatura, nesse sentido, se dá como prática de sobrevivência, fabulação e deslocamento.
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